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Parque Tecnológico Internacional terá sede construída em terreno de 55 hectares em Ponta Porã

por Redacao
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Idealizado desde 2011, o Parque Tecnológico Internacional de Ponta Porã (PTIn) começa a sair do papel e a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) faz parte deste projeto que tem sido considerado um mais avançados para o desenvolvimento da região de fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai. Após a elaboração do projeto e uma série de reuniões, o complexo programado para Ponta Porã já existe oficialmente, possui uma sede provisória, uma diretoria e nos próximos dias vai receber da União a área de 55 hectares onde será implantado. O terreno pertence ao Exército e será cedido para a implantação do PTIn.

O terreno fica localizado na Rua Guia Lopes, esquina onde está sendo construído o Anel Rodoviário. De acordo com o diretor adjunto do PTIn e representante da UEMS, Márcio de Araújo Pereira, a área do Exército foi cedida pela União e será transferida para a prefeitura de Ponta Porã para a construção, “a previsão de início das obras é para o segundo semestre deste ano, com previsão de entrega para 2017. O orçamento para a construção está estimado em cerca de R$20 milhões”, afirmou Pereira.

Conforme o projeto, o Parque Tecnológico Internacional, o primeiro do Centro-Oeste brasileiro, será um espaço de interação da ciência e tecnologia e vai oferecer um ambiente favorável para a inovação visando geração de trabalho, emprego e desenvolvimento socioeconômico. O PTIn tem apoio da UEMS,  Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Sebrae MS, Prefeitura de Ponta Porã, Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Federação das Indústrias (Fiems), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio), Embrapa e Governo do Estado.

O reitor da UEMS, Fabio Edir dos Santos Costa, ressalta que o Parque Tecnológico Internacional deve mudar a realidade da região. “Estaremos presentes no trabalho de qualificação das pessoas envolvidas com o desenvolvimento das tecnologias”, garantiu.

De acordo com o engenheiro Roberson Moureira, o ministro da Defesa, Jaques Wagner, deve vir a Ponta Porã nas próximas semanas para oficializar a cessão da área, que fica próxima ao centro da cidade. “Nosso parque já existe juridicamente. Agora começa a se materializar com a doação da área onde será instalado. Acreditamos que do segundo semestre de 2015 até o início de 2016, após todas as licenças e demais exigências, já tenhamos as primeiras instalações. Já está certo que o campus da UFMS vai se instalar no parque, assim como os cursos de tecnologia da UEMS e instituições como Sebrae, Senai e Senac, que vão montar estrutura no parque para qualificar mão de obra”, afirmou.

O prefeito de Ponta Porã, Ludimar Novais, disse que o PTIn já é uma realidade. “Foram dois anos de muito trabalho, reuniões, estudos, para elaborar a parte de documentos. O parque já tem estatuto e uma diretoria”, afirmou.

Com aspiração de alcançar pelo menos 38 municípios de Mato Grosso do Sul, além de alguns países da América Latina, o PTIn de Ponta Porã será voltado a uma região com um milhão de pessoas e um PIB (Produto Interno Bruto) de bilhões de reais.

“O parque tecnológico na região de fronteira exercerá grande influência na área de desenvolvimento regional e de sistemas produtivos, pois fortalece a atuação de instituições, incluindo a UEMS, que atualmente possui mais de 300 doutores nas diversas áreas do conhecimento. Mato Grosso do Sul carece de instituições promotoras do desenvolvimento e o parque tecnológico vem ao encontro desta necessidade, pois busca atuar na linha de desenvolvimento regional associando aos sistemas produtivos”, diz trecho do projeto.

Parque Tecnológico

Parques Tecnológicos são complexos de desenvolvimento econômico e tecnológico para fomentar economias baseadas no conhecimento e da integração de pesquisa, negócios, empresas e organizações governamentais em um local físico. Além de prover espaço para negócios baseados em conhecimento, os parques podem abrigar centros para pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico, inovação e incubação, treinamento, prospecção e infraestrutura para feiras, exposições e desenvolvimento mercadológico.

Existem no Brasil pelo menos 20 parques tecnológicos semelhantes ao projetado em Ponta Porã. Um dos mais promissores é o de Itaipu, em Foz do Iguaçu. Criado em 2003 pela Itaipu Binacional, o PTI se tornou polo científico e tecnológico no Brasil e no Paraguai.

O Parque de Itaipu foi instalado nos antigos alojamentos dos operários que construíram a Usina de Itaipu. Numa área de 116 hectares, destaca-se como ambiente de constantes avanços científicos e tecnológicos, com participação direta no desenvolvimento regional e na modernização da usina.

Em Ponta Porã, a ideia é concentrar no parque tecnológico atividades de ensino, pesquisa e extensão, através de cooperação técnica entre as universidades brasileiras e do Paraguai; capacitação profissional; incubadoras empresariais, para impulsionar a criação e desenvolvimento de empresas; e condomínio empresarial agregando empresas de referência.

UEMS, com informações da Assessoria da Prefeitura de Ponta Porã

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