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Mato Grosso do Sul é maior que a crise, diz Reinaldo em Miranda

por Redacao
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O governador Reinaldo Azambuja destacou, nesta sexta-feira (15), durante agenda em Miranda, os investimentos da indústria de celulose e papel como indicadores da potencialidade econômica de Mato Grosso do Sul num cenário em que a crise é apontada no resto do País como obstáculo ao crescimento.

Reinaldo assinou  ordem de serviço para pavimentação de vias urbanas de Miranda

Reinaldo assinou ordem de serviço para pavimentação de vias urbanas de Miranda

Segundo o governador, o presidente da Fibria, Marcelo Strufaldi Castelli, comunicou a ele, por telefone, que os investimentos para expansão da fábrica em Três Lagoas serão de R$ 7,7 bilhões. Castelli fez a confirmação diretamente da Bolsa de Nova Iorque, após o Conselho de Administração bater o martelo sobre o projeto, que estava em maturação há pelo menos dois anos. A Fibria, que incorporou os ativos da International Paper e da VCP (Votorantim Celulose e Papel), é um dos maiores conglomerados do setor florestal no Brasil.

O governador destacou o potencial econômico do Estado durante discurso após assinatura de ordem de serviço para pavimentação de vias urbanas de Miranda. “Mato Grosso do Sul é maior que a crise”, disse o governador.

Reinaldo Azambuja chegou a Miranda às 8h acompanhado do chefe da Casa Civil, Sérgio de Paula, e dos deputados estaduais Felipe Orro (PDT) e Paulo Corrêa (PR). Integram a comitiva, ainda, o diretor-presidente da Fundação de Turismo, Nelson Cintra, o diretor-presidente da Rádio e TV Educativa, Bosco Martins, e o coordenador regional Gerson Prata. A comitiva foi saudada pela prefeita Juliana Almeida, vereadores e lideranças locais.

Em entrevista às rádios Xaraés e Vida e jornais Cidade, Guaicurus e Gazeta do Pantanal, o governador anunciou ainda a ativação do frigorífico na cidade e agenda em Brasília nos dias 19 e 20 para discutir, junto com prefeitos, a desconcentração das receitas públicas e mais recursos aos municípios, que tiveram uma grande queda na distribuição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Ainda na entrevista coletiva o governador destacou o alcance social do Programa Caravana da Saúde, mencionando a realização de 2.980 cirurgias e 30 mil procedimentos e atendimentos na região de Ponta Porã.

Investimentos

Reinaldo Azambuja disse, a propósito dos investimentos no setor de celulose e papel, que além do anúncio de R$ 7,7 bilhões da Fibria, a segunda fábrica instalada em Três Lagoas, da Eldorado, também aprovou plano de expansão que prevê investimentos de R$ 8 bilhões.

O chamado Projeto Horizonte 2, com foco no mercado de exportações, contempla a construção de nova linha de produção de celulose branqueada de eucalipto com capacidade nominal de 1,75 milhão de toneladas ao ano. A aprovação do projeto de expansão, após meses de estudos, ocorreu cerca de uma semana depois que a Fibria anunciou um acordo comercial com a Klabin para a compra de pelo menos 900 mil toneladas anuais de celulose a partir de 2016.

Além disso, a decisão que aprovou a nova capacidade foi tomada dias depois que a concorrente Eldorado Celulose anunciou o início de construção de uma nova linha de produção de celulose também em Três Lagoas, com capacidade para 2 milhões de toneladas por ano.

Para o governador Reinaldo Azambuja, a competição no setor florestal é salutar, já que no mundo há um crescimento na demanda de pelo menos R$ 1,5 milhão de toneladas por ano, o que sugere a construção de uma fábrica do porte da Fibria a cada 12 meses.

O governador ressalta que  é um investimento “extremamente importante” porque, em que pesem os incentivos fiscais, a expansão implica no crescimento de toda uma cadeia que deve ampliar na esteira do aumento da produção de matéria-prima, como o plantio de eucalipto, logística, transporte e insumos, dobrando a geração de empregos e renda no Estado.

A Fibria opera atualmente quatro fábricas com capacidade produtiva de 5,3 milhões de toneladas de celulose por ano, incluindo a participação de 50 por cento da companhia na Veracel, uma joint-venture com a finlandesa Stora Enso.

A companhia afirmou que as licenças ambientais para a ampliação da unidade de Três Lagoas, incluindo a licença de instalação, já foram obtidas. O suprimento de madeira necessário para a operação da nova fábrica sairá de florestas cultivadas no Estado. A empresa vai precisar de 174 mil hectares de florestas plantadas em áreas próprias, arrendamento e parcerias, além da compra de madeira futura de terceiros. Atualmente, a Fibria já conta com excedente de 107 mil hectares plantados ou sob contratos de plantio.

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