O Jornal Correio do Estado está equivocado com relação às informações que publicou na edição de hoje (12) na reportagem intitulada “Tapa buraco na Duque de Caxias foi arranjo”, quando afirma que a Prefeitura de Campo Grande pagou pelos serviços de manutenção que vem sendo feitos na Avenida Duque de Caxias – no trecho do Aeroporto à Praça da Avenida Afonso. A Prefeitura não pagou e não paga por estes serviços afirmou o secretário de Infraestrutura, Transporte e Habitação, Valtemir de Brito, “Kako”.
A empresa Equipe Engenharia é responsável pela manutenção desse trecho, executado por ela por intermédio de três contratos com a Prefeitura. Dois deles executados em 2008.
O secretário informou que o primeiro contrato (concorrência 02/2007, contrato número 066/2007, de 28/03/2007) foi concluído em 29/03 de 2008 e compreende o trecho do Aeroporto Internacional de Campo Grande até o ‘aviãozinho’, na Base Aérea de Campo Grande. O segundo contrato se refere ao trecho compreendido entre a Base Aérea e até as imediações do Atacadão (Concorrência 153/2007, contrato 010/2008, de 06/08/2008 e concluído em 03/11/2008).
As intervenções supracitadas continuam tendo manutenção feita pela empresa, sem ônus para a Prefeitura. O diretor da empresa, João Carlos de Almeida confirmou a declaração do secretário Valtemir de Brito. “Procuramos fazer os devidos reparos na Duque de Caxias, mesmo no trecho que já venceu o período de garantia, para preservarmos nosso nome e por sermos parceiros de Campo Grande. Portanto, em momento algum nos eximimos de nossa responsabilidade”, afirmou.
O terceiro contrato com a Equipe Engenharia na Duque de Caxias engloba o trecho que segue do Atacadão até o começo da avenida, ou seja, até a Praça Newton Cavalcante, no final da Avenida Afonso Pena (Concorrência 05/2009, Contrato 120/2009, firmado em 06/11/2009 e concluído em 20/09/11). Este, dentro do prazo de garantia, também continua a ter os trabalhos de manutenção executados pela própria Equipe Engenharia.
João Carlos Almeida disse que os serviços de manutenção normalmente são executados no período noturno para não provocar transtornos ao trânsito. Informou também que os inúmeros reparos ocorreram no trecho compreendido entre a Base Aérea e o Atacadão, uma região onde o lençol freático é muito raso e devido ao grande fluxo de veículos, pesados inclusive, é propensa a fissuras. “Temos feito um trabalho preventivo, antes que os buracos surjam”, afirmou.
O secretário Kako de Brito explicou que a reportagem fez confusão quando afirmou que nos últimos dois anos outra empresa teria recebido R$ 7,8 milhões para fazer reparos no asfalto da região, inclusive na Duque de Caxias. Segundo Kako, de fato outra empresa foi encarregada de fazer a manutenção do asfalto (tapa buraco) na região do Imbirussu, que compreende um quadrilátero formado pela Duque de Caxias até a Euler de Azevedo. No entanto, esse contrato não inclui manutenção da Avenida Duque de Caxias, apesar dela ser referência e estar inclusa na “região” do Imbirussu.
“Então, para ficar bem claro, somente a Equipe Engenharia é quem faz a manutenção dessa via e inclusive num trecho em que ela não tem mais nenhuma responsabilidade contratual para fazê-lo”, afirmou o secretário garantindo que inexiste pagamento dobrado por um mesmo serviço.



