Deputados e senadores de Mato Grosso do Sul precisam se posicionar em favor aos trabalhadores e aprovar o fim do Fator Previdenciário, que reduz em até 40% o valor das aposentadorias no Brasil. Os parlamentares, da bancada do Estado em Brasília, estão sendo contatados para adotarem essa postura na Câmara e no Senado, onde a matéria deverá ser apreciada breve, informa José Lucas da Silva, presidente da Federação Interestadual dos Trabalhadores na Movimentação de Mercadorias de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso – Feintramag, e coordenador regional da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros).
O Fim do Fator Previdenciário havia sido aprovado pelo Congresso Nacional, mas vetado pela presidência da República no ano passado, sob a alegação de que o impacto econômico seria muito grande para os cofres públicos.
Diante disso, segundo José Lucas, a melhor proposta para satisfazer os dois lados (trabalhadores e Governo), é uma que já foi apresentada no Congresso Nacional, de acabar ‘gradativamente” com o fator previdenciário. “Ou seja, podemos estabelecer um prazo, por exemplo, de cinco a seis anos, para que esse fator desaparecesse de vez da vida do trabalhador”, afirma José Lucas.
Dessa forma, segundo ele, o impacto financeiro seria muito menor aos cofres públicos e ainda assim satisfaria a classe trabalhadora que vem amargando sérios problemas com a redução de até 40% do valor de suas aposentadorias.
O coordenador regional da central CSB em Mato Grosso do Sul vai enviar depois do carnaval, ofício a todos os deputados e senadores do Estado em Brasília, conscientizando-os sobre o problema e a necessidade de lutarem em favor da classe trabalhadora, que os elegeu e reelegeu.
José Lucas da Silva lembrou da reunião da presidenta Dilma Rousseff, durante a campanha pela sua reeleição, com as centrais sindicais para tratar do assunto: “Ela se comprometeu conosco de rever e discutir o assunto com a classe e não de acabar de imediato como gostaríamos”, afirmou. Ela teria lembrado aos sindicalistas e às centrais, que a Previdência Social no Brasil passa por um período de grandes dificuldades econômicas e que, por conta disso, não resistiria ao fim do fator previdenciário.
OUTRAS QUESTÕES – Além do fim do fator previdenciário, José Lucas argumenta que deputados e senadores de Mato Grosso do Sul precisam também tomar posição em favor dos trabalhadores para apreciar e aprovar algumas propostas que tramitam no Congresso Nacional, como a redução de jornada de 44 para 40 horas semanais; Redução para 30horas semanais para os profissionais da área de saúde; Impedir a aprovação do projeto de terceirização, que precariza o trabalho e tira direitos dos trabalhadores.
José Lucas comemorou o fato da CSB ter conseguido seu reconhecimento com central sindical, depois de alcançar um grande numero de filiações sindicais por todo o Brasil. Hoje a entidade representa dezenas de categorias de milhares de trabalhadores.
Na solenidade de certificação da CSB, presentes o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), ministros do Trabalho e Previdência Social, deputados e senadores.

