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Gaeco prende empresário envolvido em ‘farra de diárias’

por Redacao
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O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), do MPE (Ministério Público Estadual), cumpriu, na manhã desta quarta-feira (03), o mandado de prisão contra o empresário Rinaldo Rocha Nunes, em Ribas do Rio Pardo, no contexto das investigações que apuram a ‘farra das diárias’, onde vereadores do município chegavam a ganhar até R$ 8 mil por mês com dinheiro de viagens não realizadas.

Empresário Rinaldo Rocha Nunes, envolvido na farra das diárias da Câmara de Ribas do Rio Pardo

Empresário Rinaldo Rocha Nunes, envolvido na farra das diárias da Câmara de Ribas do Rio Pardo

O empresário atua no ramo de postos de combustíveis e agropecuária. Segundo o Ministério Público, o nome de Rinaldo aparece em listas de pagamentos que o ex-presidente da Câmara Municipal, Adalberto Alexandre Domingues, fazia com dinheiro público. O empresário também seria financiador da campanha do vereador.

Até o momento, oito vereadores e cinco servidores públicos foram afastados por envolvimento no esquema. Foram afastados os vereadores: Adalberto Alexandre Domingues (presidente da Câmara), Antonino Ângelo (vice-presidente da Câmara), Diony Erick (1º secretário da Mesa Diretora), Cláudio Lins (2º secretário), Fabiano Duarte (ex-secretário), Célia Regina, Lucineide Marques Nossa e Justino Machado.
Servidores públicos:
O diretor administrativo Cacildo Pedro Camargo, o contador Walter Antonio, o presidente da Comissão de Licitação Marcos Gomes da Silva Junior, o pregoeiro Gil Nei Paes da Silva e o assessor jurídico Natanael Fernandes Godoy Neto.
Farra das Diárias
A Promotoria de Justiça de Ribas do Rio Pardo apurou irregularidades no pagamento de diárias a vereadores e servidores e “esquema criminoso” de desvio de recursos públicos, por meio de contratações de empresas sem licitação e/ou por meio de procedimentos licitatórios que não passavam de uma farsa, para beneficiar empresas de familiares e de amigos dos agentes públicos.
Algumas empresas contratadas possuem características de “fachada”. Segundo revelou a investigação, os agentes políticos teriam forjado viagens e participações em eventos e reuniões fora do Município, isto para receberem indevidamente valores relativos a diárias.
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