A indústria em Mato Grosso do Sul cresce rápido e está se destacando na Região Centro-Oeste, conforme o estudo Perfil da Indústria nos Estados 2014, produzido pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), que foi divulgado nesta quinta-feira (06/11) durante o 9º ENAI (Encontro Nacional da Indústria) em Brasília (DF). O levantamento demonstra que Mato Grosso do Sul é o 1º Estado da Região Centro-Oeste com a maior receita de exportação de industrializados (não incluindo o Complexo Frigorífico, o processamento de grãos, oleaginosas e minério) com US$ 1,9 bilhão, enquanto Goiás aparece em 2º com US$ 1,7 bilhão, Mato Grosso em 3º com US$ 912 milhões e em 4º o Distrito Federal com US$ 4 milhões.
Além disso, conforme o Perfil da Indústria nos Estados, Mato Grosso do Sul possui PIB (Produto Interno Bruto) Industrial de R$ 9,8 bilhões, o que equivale a 1% da indústria nacional, ou seja, a indústria representa 19,8% da economia do Estado, fazendo com que Mato Grosso do Sul seja o 2º do Centro-Oeste com maior participação da indústria na economia, ficando atrás somente de Goiás, que tem PIB Industrial de R$ 25,8 bilhões e representa 23,2% da economia goiana. Os segmentos com maior participação no PIB Industrial em Mato Grosso do Sul são o de alimentos (51,8%), fabricação de coque, de derivados de petróleo e de biocombustíveis (8,6%) e fabricação de celulose, papel e produtos de papel (7,7%).
Segundo o presidente da Fiems, Sérgio Longen, a indústria de Mato Grosso do Sul vem se consolidando dia a dia e, nessa condição, os números começam já a aparecer no Centro-Oeste e também em nível nacional. “Esse é um novo Mato Grosso do Sul, uma força nova da atividade industrial do País. O Estado está se preparando e se consolidando também no suporte para que esse setor avance. Para nós, é gratificante sermos reconhecidos em nível nacional com um projeto de desenvolvimento de um importante setor do Brasil e, em especial, do nosso Estado”, pontuou, ressaltando que indústria que cresce rápido precisa de apoio mais rápido ainda.
Sérgio Longen acrescenta ainda que, com certeza, a quatro mãos, tanto os empresários, como a classe política, têm se avançado em projetos e propostas para o fortalecimento da indústria. “Agora, os números refletem o resultado desse trabalho. É muito importante para nós também termos o nosso Estado no cenário nacional como uma grande frente de desenvolvimento, colaborando para o crescimento da atividade”, reforçou.
Já o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, completa que Mato Grosso do Sul tem vocações muito importantes, tanto de localização, por estar próximo de mercados consumidores como São Paulo, mas também por ter uma fronteira grande com países da América do Sul, como Paraguai e Bolívia. “Além disso, o Estado tem vantagens competitivas e comparativas com florestas e agroindústria, biotecnologia e isso faz a diferença”, analisou.
Ainda de acordo como Perfil da Indústria nos Estados, a indústria emprega 141 mil trabalhadores em Mato Grosso do Sul, respondendo por 22,2% do trabalho formal do Estado. Com 5.991 estabelecimentos industriais em 2013, Mato Grosso do Sul responde por 1,2% do total de empresas que atuam no setor industrial do Brasil, das quais 73,8% são microempresas, 20,2% são pequenas empresas, 4,6% são médias empresas e 1,4% é de grandes empresas.
O setor pagou R$ 420 milhões de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) em 2013, sendo que o Estado é responsável por 0,4% da arrecadação nacional de ICMS na indústria. Outro dado interessante é que a indústria sul-mato-grossense paga 4,4% mais que a média nacional pela sua energia elétrica, ou seja, o setor paga a 8ª tarifa de energia mais elevada entre as unidades da Federação.
