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Alimentação nutricionalmente preparada chega a 170 mil refeições a alunos da Reme em Campo Grande

por Redacao
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A prefeitura de Campo Grande, na Rede Municipal de Ensino (Reme), tem em destaque o trabalho criterioso com a alimentação escolar, que leva todos os dias uma merenda balanceada e nutricionalmente preparada em 170 mil refeições a 92 escolas urbanas e nove rurais, sendo quatro de tempo integral (duas urbanas e duas rurais) e mais 100 Ceinfs (Centros de Educação Infantil). Os cardápios são planejados pela equipe de nutricionistas da Suali (Superintendência de Alimentação) da Semed (Secretaria municipal de Educação), de acordo com planilhas constando o valor calórico das refeições, bem como a adequação de macro e micronutrientes, com a faixa etária do aluno e da modalidade do ensino, conforme Resolução/CD/FNDE/junho de 2013.

A nutricionista Marina Gabinio, que está completando dois anos como profissional da Reme, sendo hoje responsável pela alimentação escolar das escolas de tempo integral, detalha como é feito o atendimento e a qualidade da merenda dos alunos. “Hoje sou designada para atender exclusivamente as escolas que acolhe crianças e adolescentes o dia todo, do Rita Vieira e Paulo Coelho Machado. Elaboramos o cardápio para 20 dias letivos, perfazendo 10 listas anuais, como ocorrem com todas as escolas. O cardápio é pensado de forma a atender a necessidade nutricional das crianças, com cálculos das calorias necessárias de carboidratos, proteínas, lipídios, entre outros nutrientes, pois a alimentação escolar desempenha papel importante na Saúde e rendimento escolar dos estudantes. E nós, como uma unidade especial, fazendo quatro refeições dia, acompanhamos este cardápio dia-a-dia, para possíveis adaptações e ou mesmo aprimoramento local”, explica.

Marina relata que depois de produzido o cardápio, a nutricionista é a responsável e faz o pedido dos gêneros, produtos para a escola, de acordo com o prato. “Pedimos cada item, com quantidade e direcionado a produção especifica do cardápio do dia. Antes vinham os produtos e se ‘construía’ a merenda, com itens que até não se casavam ou um tirava o teor nutricional do outro”, diz a responsável, complementando que seguindo no dia-a-dia, faz a supervisão da produção in loco da alimentação escolar. Bem como realiza palestra de Educação nutricional para as crianças. “Conforme necessidades surgidas e conteúdo programático abordado em sala, fazemos formação com a meninada. Além de minha formação local, a Suali faz uma formação freqüente aqui e nas demais escolas da Reme”, disse.

O assunto, ainda é tratado com os pais, que recebem orientação nutricional para complementar a Educação dos alunos em casa, para uma alimentação saudável em família. “Fazemos uma avaliação nutricional dos alunos anualmente, falamos com os pais sobre o tema para eles ajudarem numa formação pessoal e em sua responsabilidade de criação dos filhos, formando uma cultura de alimentação saudável. Bem como acompanhamos os casos nos dois extremos, de sobrepeso ou falta de nutrição”, explica.

Trabalho e sua importância

Marina explica o passo a passo do serviço feito na produção e controle da alimentação escolar. “Há controle de estoque diário com separação específica a cada dia que foi planejado para preparar. Não se mexe em outra coisa que não vai cozinhar. Os perecíveis são separados. Há controle de temperatura para garantir as conservações. E ainda fazemos uma coleta de amostra das preparações, do café da manhã e almoço, retirando cada parte para analises e armazenamento em 72 horas para o controle higiênico-sanitário”, disse.

O controle de higienização dos equipamentos, com instrumentos e instalações com uma planilha legendada (códigos) da forma de avaliação dos processos, para garantir a Segurança Alimentar e Nutricional do aluno, também é rotina das profissionais. “As merendeiras estão uniformizadas, com toca, luva e mascaras para posicionar as refeições. A estrutura na cozinha escolar conta com carrinhos adaptados, câmara fria, fogão industrial, coifa (exaustor), processadores e material de uso continuo. Tudo isto aliado a uma planilha com códigos de uso e manuseio são feitos para o dia-a-dia e na avaliação de todo o processo”, aponta Marina.

O aluno Gabriel Cavalcante, 10 anos, do 5º ano, fala com satisfação de sua merenda diária, que contem quatro refeições com café matinal e lanche da manhã, almoço e lanche da tarde. “Gosto muito, é bem preparada e gostosa. Tem muita coisa, que até nem como tudo. Temos comida o dia todo e saímos da sala na maior festa”, comentou o garoto, sobre toda alimentação, que conta na comida principal (almoços) com carnes bovina, moída e em tiras; frango em peito, coxa e sobrecoxa; file de peixes, todo tipo de saladas e frutas.

Para Rosiane Conceição, 10 anos, também do 5º ano, a variedade de alimentos, mesmo reclamando de umas comidas que não gosta, que contem no cardápio nutricional, é de muita importância para sua vida. “Acho muito boa, com muita coisa variada, umas muito gostosa, outras nem tanto, mas que comemos para saúde como diz a dona da merenda (a nutricionista). Eu fico muito bem aqui”, disse.

Reeducação alimentar

A diretora da escola ratifica que o serviço prestado, o acompanhamento deste trabalho é de suma importância para os alunos. “Vemos os resultados no dia-a-dia escolar e temos a satisfação retribuída através de elogios, carinho diário e gratificação de fazer parte deste processo e conseguir proporcionar mais Saúde e acesso a alimentação as crianças, que em muitos casos não tem essa quantia e qualidade alimentar”, relata.

A nutricionista Marina lembra que os alunos são incentivados, pois dependem muitos da educação em casa, onde se tem muita fritura, ‘bobeiras’ que são atrativos. “Tentamos além de fazer a Educação pessoal dos alunos aqui, em torná-los multiplicadores em casa, com parentes, amigos, para levar uma alimentação saudável. Fazemos sim um trabalho de reeducar a alimentação de todos. Esperamos atingir para fora daqui e no futuro, a vida deles”, avalia.

Para todas as escolas

A secretaria de Educação, Ângela Maria de Brito, explica que a Prefeitura de Campo Grande oferece as 170 mil refeições diariamente, onde que antes de chegar na escola propriamente, a alimentação escolar do município conta com uma equipe de 12 nutricionistas e 12 professores supervisores, que realizam um trabalho itinerante de visitas às escolas e Ceinfs. “Esta etapa visa garantir que as refeições servidas aos alunos sejam elaboradas dentro das normas das boas práticas de manipulação dos alimentos, verificando in loco as condições de armazenamento, preparo e distribuições das refeições, conforme a RDC n° 216, de 15 de setembro de 2004”, explica.

Ângela lembra que esta equipe fornece às cozinheiras, merendeiras e lactaristas, capacitação sobre higiene e manipulação de alimentos, com o objetivo de respaldar aos técnicos durante as visitas de supervisão para cobrarem as boas práticas de manipulação. “As manipuladoras também recebem aulas práticas utilizando os produtos da alimentação escolar para melhorar gradativamente o padrão de qualidade das refeições ofertadas”, disse, completando que para todos os produtos que compõem o cardápio da alimentação escolar do município, são realizados testes de aceitabilidade, conforme preconiza a Resolução/CD/FNDE n° 26, de 17 de junho de 2013.

Os recursos da alimentação escolar vem a Semed via o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), que repassa o valor para 200 dias letivos para aquisição dos produtos, que são encaminhados em abastecimentos necessários a cada escola.

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