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Reajuste do salário não cobre sequer custo da cesta básica

por Redacao
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O salário mínimo aumentará para R$ 788,06 em janeiro de 2015, segundo valor constante no projeto de LOA (Lei Orçamentária Anual) divulgado recentemente pelo governo federal. Mas, com o atual ritmo inflacionário, o que significa no orçamento das famílias o acréscimo de R$ 64,06.
Conforme cálculos feitos, a pedido do Correio do Estado, pelo professor universitário Celso Correia de Souza, coordenador do Nepes (Núcleo de Pesquisas Econômicas) da Anhanguera-Uniderp, a elevação de 8,84% do salário não acompanha a alta dos preços dos alimentos, acumulada, no período de 12 meses, em 9,06%.
A cesta básica comprometeria, já no início do próximo ano, 38,8% do novo mínimo.
Com base nos dados do IPC/CG (Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande), do Nepes, e das projeções oficiais para a inflação deste ano, Correia de Souza, afirma que os produtos da cesta básica deverão custar, em janeiro, R$ 306. Para chegar a esse valor, ele aplicou a correção de 6,25%, que é a meta inflacionária prevista para 2014.
A cesta, neste patamar, consome boa parte do novo salário. Após comprar os alimentos básicos, o trabalhador contaria com apenas R$ 482,06 para cobrir as demais despesas.
Acréscimo salarial pagaria poucos itens do supermercado
Os R$ 64,06 a mais no valor do salário mínimo representam pouco se considerada a trajetória de alta dos preços dos alimentos.
Com esse dinheiro, o consumidor sairia do mercado hoje com uma ou duas sacolas de compra. Pelos cálculos do coordenador do Nepes, Celso Correia de Souza, os R$ 64,06 comprariam, atualmente, 2,7 quilos de filé mignon ou 3,5 quilos e meio de alcatra, cujos preços médios são, respectivamente, de R$ 23,69 e R$ 18,07.
correiodoestado

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