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Mil e seiscentas famílias de trabalhadores rurais viveram, nesta sexta-feira (26), um momento histórico: conquistaram a própria terra para produzir e viver.
Na sexta-feira (26), foram criados 33 novos projetos de assentamentos, em diversas regiões do país, que, juntos, formam uma área de 64 mil hectares destinada à reforma agrária.
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Laudemir Müller, participou da inauguração de um dos projetos de assentamento, o Recanto da Esperança, em Buritis (MG).
“Hoje é um dia simbólico, mas representa mais do que isso. Vivemos em um período histórico em que assentados estão tendo acesso à terra, estão estudando, se profissionalizando, bem como estão contando com recursos para iniciar a produção de alimentos e avançar na agroindustrialização”, destacou.
Segundo o ministro, o projeto de desenvolvimento do campo passa pela posse da terra e pela chegada de políticas que melhorem a qualidade de vida das pessoas. “Agora essas famílias beneficiadas podem dizer que o chão é delas, com todo o direito de titulação. Em nosso projeto de desenvolvimento rural, um assentamento tem que ter, além da terra, crédito, assistência técnica, saúde, água, luz, escolas e boas estradas”, salientou.
Os assentamentos criados estão em 13 estados, dentre eles Maranhão, Paraíba e Sergipe. Para o presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Carlos Guedes, a criação desses assentamentos representa o avanço da reforma agrária no País.
“Essa ação é mais um exemplo de que as famílias não só têm um pedaço de terra para produzir e viver com dignidade, como estão acessando outras políticas como o crédito, a assistência técnica e o Cadastro Único que leva aos assentados os programas sociais”, afirmou Guedes. “Essa é a reforma agrária que queremos e que já está sendo realizada”, completou o presidente do Incra.
