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Candidato do PT em Mato Grosso do Sul promete processar rivais

por Redacao
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O candidato do PT ao governo de Mato Grosso do Sul, senador Delcídio do Amaral, reagiu duro a insinuações sobre seu suposto envolvimento em corrupção no caso da Petrobras e promete processar, além de setores da imprensa, adversários políticos que, segundo ele, se aproveitam  politicamente dessa estratégia covarde flagrantemente encomendada para fins espúrio.
Líder nas pesquisas de intenções de voto, Delcídio refere-se principalmente a reportagem desta semana da Revista Isto É, repercutida em Mato Grosso do Sul pelo jornal Correio do Estado.
A revista destaca que o nome do petista estaria em uma nova relação entregue à Polícia Federal pelo ex-diretor da Petrobras e que aceitou o benefício da delação premiada, Paulo Roberto Costa.
De acordo com a publicação, intitulada “No rastro da Propinobrás – Como o esquema na Petrobras abasteceu as campanhas de aliados do governo”, Delcídio integraria a lista de outros quatro novos denunciados.
Conforme a reportagem, além dos oito nomes já denunciados no esquema do propinoduto que teria sido instalado na Petrobras para abastecer políticos aliados do governo Dilma Roussef, agora foram citados outros quatro: os senadores Delcídio do Amaral (PT-MS) e Francisco Dornelles (PP-RJ), o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o governador do Ceará, Cid Gomes.
A revista informa que a apuração para a reportagem foi feita junto a procuradores e fontes ligadas à investigação.
Eis um dos trechos da reportagem:
“Recém-incluído na rumorosa relação do delator, o senador petista Delcídio Amaral também obteve recursos para sua campanha de empresas mencionadas como integrantes do esquema.  A campanha de Delcídio ao governo de Mato Grosso do Sul recebeu R$ 622 mil da OAS, R$ 2,8 milhões da Andrade Gutierrez e R$ 2,3 milhões da UTC. Entre 2000 e 2001, Delcídio ocupou a diretoria de Gás e Energia da Petrobras. Com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para presidente, em 2002, ele se transferiu do PFL para o PT e apadrinhou a indicação de Nestor Cerveró, primeiro para a área de Gás e Energia, ocupada por Ildo Sauer, e, finalmente, para a área Internacional. Um dos depoentes da CPI da Petrobras no Congresso na última semana, Cerveró encontra-se no rol de investigados no escândalo da estatal”.
Confira a nota na íntegra
Para restabelecer a verdade sobre matéria de capa da edição 2338 da revista IstoÉ, na qual sou levianamente citado, esclareço:
A menção de meu nome se dá dentro de um contexto absolutamente legal de doações de campanha, considerando que todas as doações citadas foram via Diretório Nacional do PT e feitas por empresas legalmente aptas a fazê-las, de forma idêntica às efetuadas para todos os principais partidos políticos desta e de eleições passadas em praticamente todos os estados brasileiros. São informações públicas que constam no site do TSE, onde estão registradas cumprindo rigorosamente o que a legislação determina.
A “reportagem” contém erros graves de informação, considerando que jamais militei no PFL, como afirma a revista, dentre outras barbaridades. O texto publicado serve unicamente como tiro de festim para que candidatos desesperados utilizem contra adversários, inclusive e principalmente no Mato Grosso do Sul.
Diante disso, tomarei, imediatamente, todas as medidas jurídicas que o caso requer. Aos que pensam em se aproveitar politicamente dessa estratégia covarde flagrantemente encomendada para fins espúrios, e que foi previamente anunciada na manhã de ontem por um candidato adversário no MS: saibam que isso só me fortalece ainda mais para também combater esse tipo de crime em nosso estado.
Delcídio Amaral
Senador PT/MS
Candidato do PT/MS ao Governo do Estado do Mato Grosso do Sul
Foto: arquivo

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