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O barco-hotel que naufragou no Rio Paraguai em Porto Murtinho, a 443 km de Campo Grande, começou a ser puxado para as margens do rio pelos familiares do dono da embarcação, na tarde de segunda-feira (29), com auxílio de barcos menores, cabos de aço e um rebocador. A Polícia Nacional do Paraguai acompanha o trabalho e parentes acreditam que ainda há vítimas dentro da embarcação.

Barco hotel será arrastado até as margens do Rio Paraguai por rebocador
Após ser arrastado para as margens do rio no Paraguai, mergulhadores da marinha paraguaia devem fazer as buscas dentro da embarcação.
A retirada do barco de dentro da água só pode ser feita pela Armada da Marinha do Paraguai, que pediu ajuda ao Governo brasileiro para a operação.
A embarcação afundou no dia 24 de setembro no Rio Paraguai com 26 pessoas a bordo. Desses, 12 conseguiram escapar, 11 corpos já foram encontrados e três continuam desaparecidos.
Desde domingo (28), as autoridades brasileiras suspenderam as buscas com mergulhadores na embarcação por causa dos riscos. O trabalho de busca está sendo realizado apenas na superfície do rio.
Materiais encontrados
Na delegacia de Polícia Civil de Porto Murtinho estão sendo reunidos os objetos que foram resgatados pelos mergulhadores brasileiros. No local estão roupas, mochilas, objetos pessoais e até uma máquina fotográfica de uma das vítimas.
Em reunião realizada nesse domingo (28), com a presença de representantes da Marinha do Brasil, da Armada do Paraguai, do Corpo de Bombeiros, do Consulado Paraguaio, da prefeitura de Porto Murtinho e da colônia Carmelo Peralta (Paraguai), ficou definido que o governo paraguaio será o responsável pela retirada do fundo do rio, já que a embarcação é paraguaia e afundou em águas territoriais do país.
Segundo o capitão-tenente da Agência Fluvial de Porto Murtinho, Alexandre Brandão da Silva, a embarcação paraguaia está a cerca 17 metros de profundidade no rio.
G1

