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Apesar de manter as ações de enfrentamento e controle da dengue, executadas pelo Departamento de Vigilância e Saneamento, a Secretaria Municipal de Saúde de Três Lagoas admite que a situação é de alerta no município.
De acordo coma prefeitura, pelo último LIRA (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes Aegypti), Três Lagoas vive em situação de alerta para não correr risco de surto de dengue.
“Três Lagoas vive em situação de alerta, mas precisamos avançar nas ações de enfrentamento e controle da dengue para chegarmos e mantermos índices considerados satisfatórios, ou seja, menos de 1%”, comentou.
Ainda assim, por meio do trabalho diário e incessante das equipes de educação em saúde, agentes de combate a endemias e a equipe de bloqueio químico (borrifação), baixou para 1,1% o LIRA em Três Lagoas. Em maio, o levantamento apontava 1,6% de infestação do mosquito da dengue.
Segundo critérios de avaliação, adotados pelo Ministério da Saúde no controle da dengue, o LIRA identifica os criadouros predominantes e a situação de infestação do município, com a presença do vetor, de dois em dois meses. O mais recente LIRA foi divulgado no último dia 4.
Com isso, quando o extrato do LIRA identifica menos de uma casa infestada de criadouros para cada 100 pesquisadas, o índice (até 0,9%) é considerado satisfatório.
Quando as equipes de Saúde identificam de uma a três casas infestadas a cada 100 propriedades pesquisadas, o índice é avaliado como sendo uma situação de alerta.
“Isso quer dizer que, qualquer descontinuidade nas ações de enfrentamento e controle pode alterar o quadro para uma situação de risco de surto da dengue em determinado Bairro ou em toda a Cidade”, explicou a secretária de Saúde de Três Lagoas, Eliane Brilhante.
“Acreditamos que, graças à dedicação e trabalho das nossas equipes de Vigilância e Saneamento, com o apoio e participação de toda a população, não mais teremos o inquietante surto de dengue, em Três Lagoas, como tivemos, infelizmente, no passado”, observou Brilhante.
“Os resultados do LIRA são importantes, não só para direcionar as ações de trabalho das nossas Equipes da Saúde, mas também para a população como um todo, as nossas famílias, crianças, idosos e os proprietários dos imóveis”, observou o coordenador de Educação em Saúde, Fernando Garcia Brito.
“Para isso, contamos com o trabalho dedicado das nossas equipes e com a participação de todos os moradores, para não vivermos o risco de surto da dengue, tão prejudicial à saúde da população”, alertou.
O risco de surto da doença surge quando se localizam e identificam focos da presença dos mosquitos Aedes Aegypti e criadouros em mais de três residências a cada 100 pesquisadas pelo LIRA.
ALERTA
Apesar de estarmos vivendo um período de estiagem, normalmente desfavoráveis à proliferação do mosquito Aedes Aegypti, os agentes de combate a endemias têm encontrado mosquitos e larvas, nos quintais e dentro das residências que visitam periodicamente, alertou o coordenador de Educação em Saúde.
“Infelizmente, isso quer dizer que grande parte dos moradores não está fazendo a sua parte e não fica atenta à limpeza dos seus quintais e casas”, explicou. “Uma simples tampinha de garrafa plástica ou de vidro, sacolinha de supermercado, caixa d’água destampada ou qualquer objeto que possa armazenar água são perigosas situações favoráveis à proliferação do mosquito da dengue”, acrescentou.

