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PTB decide na convenção o apoio ao candidato para governador do MS

por Redacao
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Intrigado com a movimentação política articulada por uma ala contrária à aliança com o PT em Mato Grosso do Sul, o presidente regional do PTB, Ivan Louzada, revelou que a decisão de apoiar a candidatura do senador Delcídio do Amaral (PT/MS) ao governo estadual deve-se a uma troca de gentilezas envolvendo as eleições no estado de Pernambuco.
Louzada contou que, ao decidir se unir ao petista, o partido apenas segue orientação do diretório nacional que teria trocado o apoio em Mato Grosso do Sul pelo fato de o PT ter fechado aliança para eleger o pré-candidato do PTB ao governo de Pernambuco, senador Armando Monteiro Neto.
Eleito em 2010 como o senador mais votado de Pernambuco, Armando Monteiro entrou na disputa deste ano como aliado da presidente Dilma Rousseff, numa coligação com o PT.
“Nós apenas estamos atendendo a um pedido feito pelo presidente nacional do PTB, Benito Gama. É um acordo político e não vejo nada demais nisso”, justificou Louzada, referindo-se ao movimento dissidente no grupo.
Apesar da rebelião, o dirigente promete seguir a decisão que o partido tirar durante a convenção marcada para o próximo dia 24 na sede do diretório regional, em Campo Grande.
“Vamos apoiar aquilo que a convenção decidir”, prometeu Louzada, que diz controlar a maioria dos membros do partido com direito a voto.
Além de divulgar o desejo de lançar candidato próprio durante a convenção, a ala contrária a decisão antecipada de apoiar Delcídio, liderada pelos ex-deputados estaduais Aloísio Borges e Paulo Estevão, ameaça apoiar o candidato do PSDB, deputado federal Reinaldo Azambuja, do qual pretende indicar o vice.
Historicamente, o PTB sempre subiu nos palanques encabeçados pelo governador André Puccinelli (PMDB) e pelo ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), mas desta vez resolveu romper com a aliança para ficar com Delcídio.
Mesmo não indicando o candidato ao Senado na chapa petista, como acordado, os petebistas estão dispostos a pedir votos para Delcídio em troca de compromissos futuros.
A ideia inicial era que o presidente da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), Sérgio Longen (PTB), concorresse ao Senado, mas como ele recuou, o partido resolveu ainda assim se aliar ao PT com a promessa de assumir a Secretaria da Indústria e Comércio na eventualidade de vitória de Delcídio nas eleições de outubro.
CARGOS
Para garantir o apoio à candidatura à reeleição, Dilma entregou uma das vice-presidências da Caixa Econômica Federal ao PTB, que já ocupava uma vaga na cúpula do Banco do Brasil desde junho do ano passado.
A nomeação de Luiz Rondon Teixeira de Magalhães Filho, primeiro tesoureiro do PTB, para o cargo de vice-presidente corporativo do banco, foi publicada há dias no Diário Oficial da União.
O partido que já foi presidido pelo delator do mensalão, o deputado federal cassado Roberto Jefferson (PTB/RJ) – atualmente cumprindo pena de prisão pela condenação no caso -, não ocupa ministérios na Esplanada, mas já havia sido contemplado com o cargo de vice-presidente de Governo do Banco do Brasil.
A vaga era ocupada pelo atual presidente do PTB, Benito Gama, que deixou o posto para se candidatar a deputado pela Bahia.
Gama assumiu o comando do PTB após Jefferson pedir licença do cargo, depois de ter sido condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
Atualmente com uma bancada de 17 deputados federais, o PTB contará com um tempo estimado no horário eleitoral gratuito de 38 segundos em cada bloco de 25 minutos.
Na estratégia do governo, a investida para garantir o apoio do PTB começou com o apoio à indicação do senador Gim Argello (DF) para o TCU. O plano, porém, acabou frustrado diante da reação da oposição e de técnicos do órgão pelo fato de o senador responder a processos judiciais por crimes contra a administração pública.
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