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O assessor jurídico do Ministério da Saúde presta, nesta sexta-feira (20), esclarecimentos à PF (Polícia Federal) em Campo Grande sobre a então consultora técnica que foi flagrada negociando propina com o diretor-presidente do HC (Hospital de Câncer) Alfredo Abrão, Carlos Coimbra, que denunciou o caso.
A suspeita foi presa em flagrante após receber cheques no valor de R$ 100 mil. A negociação foi gravada pela PF.
Essa quantia seria a segunda parte de uma propina que garantiria a liberação de R$ 1 milhão em emendas parlamentares e a compra de um acelerador linear para radioterapia, que custa R$ 3,6 milhões.
Segundo a PF, o representante do ministério deve ser ouvido pelos delegados responsáveis pelo caso na superintendência da PF. O objetivo é saber se existem mais pessoas envolvidas no esquema.
A suspeita continua presa e vai prestar novo depoimento à delegada que cuida do caso nesta sexta-feira.
Em nota enviada ao G1, o Ministério da Saúde informou que “a colaboradora terceirizada foi imediatamente desligada de suas funções e que comissão interna de investigação apurará o caso para apoiar a Polícia Federal”.
Investigação
O caso começou a ser investigado em maio, quando o diretor do hospital foi a Brasília para saber quando seriam liberados o equipamento e a verba federal.
“Foi quando ela solicitou pedido de propina no valor de R$ 50 mil para emenda de R$ 1 milhão, para aquisição de equipamentos, e R$ 100 mil para a liberação do equipamento acelerador linear”, relatou Coimbra.
Com autorização da Justiça Federal, o diretor pagou a primeira parte da propina. Esta semana, em uma sala do Hospital de Câncer, a consultora do ministério aceitou receber o restante parcelado em cheques. A mulher ajudou a preencher os cheques e foi surpreendida pela PF quando guardou tudo na carteira.
Na gravação feita pela PF, a consultora técnica negocia o pagamento de R$ 100 mil. O valor seria a segunda parte de uma propina que garantiria a liberação de R$ 1 milhão em emendas parlamentares e a compra de um acelerador linear para radioterapia, que custa R$ 3,6 milhões.
G1
