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Eleição suplementar da OAB/MS teve 44,85% de abstenção, brancos e nulos

por Redacao
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A soma dos votos brancos, nulos e a abstenção da eleição suplementar da OAB/MS  foi de 5.024 votos (44.85%). O resultado é maior que os votos obtidos pela chapa vencedora.
Dos 11.600 advogados aptos a votar, 6.397 votaram em uma das chapas e 5.203 votaram nulo, branco ou não compareceram ao pleito.
“Os números demonstram a insatisfação da advocacia sul-mato-grossense, que optou em não aceitar a eleição suplementar proposta pelo Conselho Federal como solução para a crise ética que passa a OAB/MS”, explica Jully Heyder da Cunha Souza, ex-diretor da entidade, que faz parte do grupo que renunciou aos cargos após os escândalos que envolvem o presidente Júlio César Souza Rodrigues.
O candidato Mansour Karmouche (“OAB em Primeiro Lugar”) venceu as eleições com 3.302 votos; Alexandre Bastos (“Pela Ordem”) obteve 3.095 votos. Já os que resolveram não participar desta escolha “parcial”, somaram 5.203 votos.
“A advocacia não aceitou a eleição parcial feita pelo Conselho Federal como saída para a crise ética, eis que ela apenas tapou o sol com a peneira, deixando de apurar as irregularidades praticadas pelo Presidente”, explica Carlos marques, Ex-Presidente da entidade.
“Está na hora de repensar a OAB/MS, para que volte a ser uma referência em ética e coerência, tanto para a advocacia quanto para a sociedade sul-mato-grossense. A advocacia está descrente com seus atuais representantes e infelizmente a eleição parcial não deve resolver o problema, eis que o problema está no Presidente da entidade”, comenta André Xavier, vice-presidente que renunciou ao mandato.
Crise
O Presidente perdeu apoio de sua diretoria após escândalo revelado pela imprensa mostrando que ele havia sido contratado pelo prefeito Alcides Bernal para tratar do aumento de repasse do ICMS de Campo Grande. O fato da contratação não foi o ponto e, sim, o fato de Bernal também ser advogado e ter processo ético na OAB/MS pela denúncia de uma ex-cliente, catadora de lixo, de apropriação de indenização.
Após essa contratação, as questões envolvendo Bernal e a prefeitura foram tratadas especialmente por Júlio, que não quis delegar o andamento a outro diretor. Coincidentemente, os processos pararam. Alcides Bernal foi cassado, no dia 13 de março, pela Câmara de Vereadores, após nove denúncias de improbidade administrativa.
O contrato, milionário, de Júlio César com a prefeitura foi suspenso pela Vara de Direitos Difusos e Coletivos de Campo Grande. Ele alega que prestou serviços, mas, não assinou contrato. Recorreu da decisão ao TJ/MS e, novamente, foi derrotado. A diretoria renunciou no final de março.

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