O Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), associação que reúne as 26 principais redes hoteleiras atuantes no Brasil, com cerca de 600 hotéis em operação e 97 mil unidades habitacionais, anunciou hoje (20/05) que mais de 300 mil diárias já foram vendidas para a Copa do Mundo da Fifa. A informação faz parte do mais novo estudo do Forúm sobre as taxas de ocupação nas 12 cidades-sede durante o Mundial.
Agrupando dados mais de 280 hotéis e 48 mil unidades habitacionais em todas as capitais que receberão jogos do torneio, amostra revelou o do Rio de Janeiro é a cidade com maior taxa média de ocupação, com 88% – a final, que será disputada no dia 13 de julho, no Maracanã, tem uma grande demanda no setor hoteleiro, possuindo 94% da ocupação. Logos atrás estão Natal e Recife – empatadas com 84%. Cuiabá vem em quarto, com registro de 83% de ocupação.
Já no ranking de diárias comercializadas, São Paulo puxa a fila, com 78 mil diárias. Em seguida estão Rio de Janeiro, com 65 mil, Minas, com 32 mil, e Brasília, com 30 mil diárias comercializadas.
Por possuir o maior parque hoteleiro do Brasil, com aproximadamente 42 mil apartamentos, quase o dobro da quantidade existente no Rio – cerca de 22 mil apartamentos no total -, São Paulo reúne a maior parte dos apartamentos ainda disponíveis entre os hotéis ligados ao FOHB.
As principais redes hoteleiras associadas ao FOHB comercializaram mais de 300 mil diárias durante o período de junho e junho, número que representa 55% das vendas para as vésperas e dias de jogo, podendo chegar a 65% até o final da competição. 45% das diárias já estão disponíveis.
Segundo o presidente do FOHB, Roberto Rotter, que foi o porta-voz do evento, o setor de hotelaria brasileiro está pronto para um grande mundial e, que deixará um grande legado para o segmento turístico nos próximos anos.
“ O setor hoteleiro terá muitos êxitos durante o mundial, que prosperaram por muitos anos, fazendo do Brasil um grande produto turístico mundial”, disse Roberto, acrestando que as manifestações vigente no Brasil, mesmo em menor escala, podem ter afetado a procura por quartos nos hotéis das cidades-sede.
“As manifestações fazem parte de um país democrático. Acredito, apenas que devemos conter os ânimos em casos de violência e bardena, que servem para sujar a imagem do país”, completou.
Presente na coletiva, o CEO da Match Hospitality, agência de hospitalidae da Fifa, Henrique Byrom, disse que a venda de pouco mais da metade dos quartos é compatível com o volume registrado nesse mesmo período antes do início do Mundial da Alemanha e da África do Sul, respectivamente.
O estudo revelou ainda que as taxas de ocupação são maiores nas cidades que receberão jogos mais atrativos e, com isso, essas cidades terão uma maior movimentação de estrangeiros.
Entre as partidas que mais atraíram hóspedes, estão: Japão x Colômbia, em Cuiabá, com 99% de ocupação; Brasil x México, em Fortaleza, com 98%; Camarões x Brasil, em Brasília, com 96% e EUA e Portugal, Manaus, com 93%, além – é claro -, das quartas de final em Brasília, que prevê um percentual de ocupação de 93%, e dos jogos das semifinais e finais , que também reúnem altas taxas de ocupação.
