131
Desde o início da atuação dos profissionais do Mais Médicos, no final do ano passado, ao menos 27 cubanos já desistiram do programa.
A informação foi passada pelo ministro da Saúde Arthur Chioro, que nesta terça-feira (11) anunciou os resultados do terceiro ciclo do programa.
O ministro também deu a entender que o país não vai tentar negociar o aumento de salário dos médicos com o governo de Cuba, já que os valores são acordados entre o país e a Opas (Organização Panamericana de Saúde).
Na semana passada, Chioro havia informado que 22 cubanos (de um total de 102 profissionais do Mais Médicos) já haviam se desligado oficialmente do programa por problemas de saúde ou outros motivos.
Nos últimos dias, porém, houve o caso de Ramona Rodriguez, que agora está oficialmente excluída do programa, e de outros quatro médicos de Cuba que não compareceram mais aos postos de trabalho, informou o ministro.
Entre os quatro cubanos a que o ministério se refere, está Ortelio Jaime Guerra, que atuava em Pariquera-Açu (SP) e anunciou no Facebook que está nos EUA. Os outros três cubanos são de Rio do Antonio (BA), Belém de São Francisco (PE) e Timbera (MA).
Nesta quarta-feira (12), os nomes desses quatro médicos de Cuba, assim como os de 85 outros profissionais do Mais Médicos que não apareceram para trabalhar nos últimos dias serão publicados no Diário Oficial, como forma de notificação.
Depois disso, haverá um prazo para que eles retornem ao trabalho e, caso não voltem, serão oficialmente desligados do programa.
De acordo com o ministro, o número de desistências é bastante baixo em relação ao total de 9.540 profissionais em atuação no programa a partir de agora. “Desistências e abandonos acontecem (…). Faz parte da vida”, disse Chioro.

