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No último domingo do mês de janeiro (26) será comemorado o Dia Mundial de Combate à Hanseníase e a Prefeitura de Campo Grande, por meio da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) vai promover durante toda a semana, ações com o objetivo de divulgar a população os sinais e sintomas da doença.
Haverá distribuição de panfletos, realização de palestras educativas, busca ativa de casos, diagnóstico e tratamento.
O objetivo da estratégia é proporcionar o diagnóstico precoce e desta maneira diminuir as sequelas incapacitantes da doença.
A abertura da ‘Semana de Combate à Hanseníase’ será nesta sexta-feira (24), na UBSF Dr. Emílio Garbeloti – no bairro Jardim Tarumã, a partir das 8 horas.
Outras seis unidades de saúde também irão realizar palestras e orientações sobre a doença. São elas: UBS Cidade Morena, UBS Universitário, UBS Vila Carlota, UBSF Três Barras, UBSF José Abrão e UBSF Parque do Sol.
Em Campo Grande, todas as UBS (Unidades Básicas de Saúde) e UBSF (Unidades Básicas de Saúde da Família) realizam ações contínuas de combate, controle e enfrentamento da doença, durante todo o ano.
E, no período de 27 a 31 de janeiro, as unidades de saúde estarão intensificando as ações de busca de casos e conscientização.
No ano de 2013 foram notificados 110 casos novos da doença, com índice de cura de 81%. Já no ano de 2012 foram notificados 125 casos novos, com índice de cura de 88,1%.
O Ministério da Saúde preconiza índice de cura de 90%. Nos dois anos, o índice não foi alcançado, isso se dá ao fato de alguns portadores da doença abandonarem o tratamento devido a duração de seis a doze meses, podendo ser prolongado por mais um ano, com dose diária.
“O paciente tem uma melhora do seu estado geral e deixa de tomar o medicamento mesmo ele sendo disponibilizado em toda rede de saúde pública, de forma gratuita”, esclarece a técnica do Programa Municipal de Controle da Hanseníase, Vanessa Coelho de Aquino Ferraz.
Hanseníase – Também conhecida como lepra, termo em desuso no Brasil, a hanseníase é uma doença infecto-contagiosa, causada pelo Mycobacterium leprae, atinge pele e nervos. É considerada como uma das doenças mais antigas que acometem o homem com referências de 600 a.C.
Os principais sinais e sintomas são: manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo e áreas da pele que não coçam, formigamento e dormência, com diminuição ou ausência de sensibilidade ao calor, frio, dor e ao toque.
“É importante que ao perceber alguns destes sinais e sintomas, o paciente procure o serviço de saúde mais próximo de sua casa para exame da pele e nervos”, alerta Vanessa.
A transmissão acontece quando o bacilo é eliminado pela pessoa doente durante a fala, espirro ou tosse. Por isso a importância do exame de todas as pessoas que moram ou convivem com o doente, que são chamados de contatos.
