Todo começo de ano, os casais que têm filhos em idade escolar já sabem: é hora de comprar o material. O Procon divulgou uma relação de preços e alguns itens chegam a mais de 380 %, entre uma papelaria e outra. Na hora de economizar, algumas dicas são básicas. Mas a principal delas ainda é pesquisar.
Foram pesquisados 117 itens em cinco papelarias. O levantamento apontou variações de mais de 300% nos preços de alguns produtos, entre eles, a régua plástica simples de 30 centímetros (385%). Papel de presente (367%). Borracha branca pequena simples (329%). Caneta esferográfica. E o papel almaço.
“Como todas as nossa pesquisas, aquele consumidor que procura e pesquisa no final das contas tem economia muita importante, nesse caso vários produtos atingiram uma variação de 300 %, vale lembrar que são produtos similares com as mesmas especificações obedecendo uma parâmetro de comparação então o pai tem que ficar atento sim ao preço, mas também a qualidade do produto”, diz o superintendente do Procon-MS, Alexandre Rezende.
O superintendente do Procon explica que houve redução de 6% nos preços apurados no ano passado, mas isso sem levar em consideração produtos lançados agora.
“Não fazem parte desse grupo aqueles produtos que são lançamentos, se nós formos comparar os lançamentos de 2014 com o ano anterior realmente a acréscimo que pode chegar a até 10 %”, diz Alexandre.
A variação de preços entre os produtos, por si só, já é um incentivo à pesquisa. Mas existem outras orientações para economizar na compra do material escolar.
Uma alternativa é evitar produtos com personagens da moda. Em uma papelaria, um caderno simples, de 200 folhas, custa R$ 12,50. Um caderno com as mesmas características, só que de uma marca famosa entre adolescentes, sai por quase R$ 34.
“A dica também é nem trazer as crianças para as compras, para eles não ficarem tentados. Quando pais chegam em casa com as coisas novas, eles vão ficar felizes, mas se eles vierem e não levarem o que desejam a tendência é eles ficarem mais chateados, então, não trazer é uma dica, assim o pai pode estudar adequadamente o que vai ser útil, sem afetar o bolso”, diz o consultor financeiro, Marco Boza.
Outra dica é reaproveitar materiais como tesoura, apontador e régua, que podem ser usados por mais de um ano. Também dá pra negociar com a escola uma forma de adiar a entrega de alguns itens.
“A lista de materiais, vem produtos que vão ser utilizados durante o ano todo, então se o pai consegue conversar com a escola no sentido de negociar o que vai ser mais urgente no começo do ano”, diz marco.
A professora universitária Juliana Feliz, tem três filhas. Clara, de 5 anos, e Alice, de 3, estão na Educação Infantil. Para elas, Juliana paga uma taxa de cerca de R$ 500 para a escola, que se encarrega de comprar o material necessário. Ela só comprou as mochilas. Mas nada de estampa de personagem. As meninas opinaram apenas na cor.
“Eu procuro sempre comprar com antecedência, mais no fim do ano entre novembro e dezembro, primeiro porque a papelaria está vazia, você pode escolher com tranquilidade, então com uma o parte do 13º você compra a vista e ainda tem desconto, então tem todas essas vantagens ”, diz Juliana Feliz.
Para a mariana, de 8 anos, não teve jeito. Os livros didáticos custaram quase R$ 1mil. Mesmo assim, Juliana deu um jeitinho para economizar.
“Eu considero sempre como investimento, mas não dá para dizer que não são caros, então a vantagem na dedução do IR que eu sempre faço, isso também já me ajuda, mas também procuro pagar a vista, eu junto, faço reservas, porque eu já sei que vou ter que gastar com isso, então acaba sendo mais vantajoso”, finaliza Juliana.
MS Record

