Dezenas de professores que passaram no concurso público da Prefeitura de Campo Grande em 2009, foram à Câmara Municipal pedir o apoio dos 29 parlamentares da Casa, para sensibilizar o prefeito Alcídes Bernal (PP) a contratá-los imediatamente, antes de 25 de janeiro de 2014, data em que expira o prazo de validade do concurso público que fizeram.
Além disso, os professores denunciam que Bernal contratou este ano, 3.384 professores e outros profissionais para ocupar os mais variados cargos na educação, inclusive como diretores de escolas e centros de educação infantil (Ceinf). “Essa contratação é imoral e injusta com aqueles que estudaram e passaram no concurso público promovido pela Prefeitura”, afirmou o professor Vanderlei Sandim, uma das lideranças do grupo de manifestantes.
“Senhor prefeito, não somos oposição! Somos 613 professores que passaram em concurso público aguardando nossa nomeação por direito”, dizia uma das faixas empunhada pelos manifestantes. Outra faixa dizia: “Sr. Prefeito, cumpra sua promessa e nomeie já os professores aprovados em concurso público”.
Vanderlei Sandim explicou que os concursados ainda sofrem com uma nova ameaça: é que em fevereiro, a Prefeitura de Campo Grande pretende promover novo concurso público para contratar inclusive professores. “Ora, se não somos políticos e passamos no concurso público de maneira honesta, por que sermos penalizados dessa forma por um prefeito que ganhou eleição dizendo que as pessoas, em sua administração, viriam em primeiro lugar. Sou uma mãe de família que espera por essa oportunidade que conquistei com muito esforço”, afirmou uma professora que não quis se identificar para não sofrer represália do prefeito.
APOIO GERAL – Vários vereadores manifestaram solidariedade ao movimento dos profissionais. Chiquinho Telles (PSD) voltou a afirmar que Bernal não cumpriu nenhuma de suas promessas de campanha. Ele sugeriu que os concursados ingressem no Ministério Público para que se faça cumprir a lei, para que sejam convocados para assumir seus cargos.
Carla Stephanini (PMDB), também criticou o prefeito e disse que espera que esses 613 professores sejam convocados antes do concurso público de 2014 que vai abrir mais 4.338 vagas, das quais 754 para educação, por conta de acordo firmado com o sindicato dos professores de Campo Grande.
A vereadora Professora Rose (PSDB), também saiu em defesa dos concursados. Ela pediu o apoio dos demais 28 vereadores da Casa para ajuda-los. Ela também teceu duras críticas ao secretário de Educação, José Chadid, que teria participado de reunião com a categoria na ACP e não deu retorno sobre essa reivindicação.
“A Lei obriga os senhores serem chamados para assumir seus cargos”, afirmou a vereadora que sugeriu ao grupo para que procure o Ministério Público para garantir que esse direito seja cobrado.
Aírton Saraiva (DEM) pediu o comparecimento do secretário José Chadid, à Câmara, para dar explicações sobre a contratação de pessoas não concursadas, em detrimento daqueles que honestamente passaram em concurso público para trabalhar na educação de Campo Grande. “Na campanha política do ano passado, Bernal prometeu que chamaria todos os concursados e não o fez. Chadid precisa vir aqui para dar explicações”, afirmou.
