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Encontro de Vegetarianismo traz novas propostas de consumo para Campo Grande

por Redacao
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No dia 3 de novembro, das 8h às 17h, acontece na Escola Estadual Maria Constança Barros Machado, em Campo Grande o I Encontro de Vegetarianismo. O evento busca divulgar os efeitos positivos na saúde e bem estar que a alimentação vegetariana pode trazer para a população como um meio de nutrição mais saudável e sustentável propondo novos hábitos de consumo.

O evento busca divulgar os efeitos positivos na saúde e bem estar

O evento busca divulgar os efeitos positivos na saúde e bem estar

A programação do evento conta com palestras sobre nutrição, meio ambiente, ética e filosofia além de oficinas teóricas e práticas sobre leites vegetais, sucos verdes (suco vivo), yoga, sabonetes naturais, compostagem doméstica e pães veganos. Serão servidos café da manhã e almoço vegano. Haverá também espaço para as empresas do segmento de produtos naturais e afins exporem seus produtos. Interessados devem entrar em contato com a organização do evento.

O organizador do evento, Julio César Oliveira da Silva, engenheiro civil e vegetariano há 11 anos conta que a ideia surgiu depois de um encontro realizado em junho desse ano que reuniu 70 pessoas em um almoço vegano. Depois de perceber que mais de 70% da participação foi de não vegetarianos, ele e mais 13 amigos se sentiram motivados a mostrar a riqueza alimentar que os vegetarianos podem desfrutar, através de palestras e promoção de eventos maiores em prol do vegetarianismo em Mato Grosso do Sul.

Julio espera que a iniciativa conscientize as pessoas sobre a questão animal, ambiental e a cuidar melhor da própria saúde, reduzindo e/ou até eliminando do cardápio diário o consumo das carnes e outros alimentos de origem animal.

Por experiência própria, o engenheiro aponta que se tornar vegetariano não é uma coisa cara como muitas pessoas pensam. Durante os primeiros cinco anos seu recurso para alimentação era de R$180,00 a R$240,00 mensais e com um bom controle, passou a consumir legumes, verduras, feijões, frutas, cereais e castanhas. Além disso, o aumento da imunidade através da alimentação balanceada ocasionou muita economia em custos com remédios.

“Ser vegetariano antes de ser uma proposta alimentícia é uma mudança de mentalidade”, afirma Carla Mocochinche, geóloga e vegetariana há oito anos. Ela acredita que apelar para imagens fortes ou confrontar ideias não é a melhor forma de convencer as pessoas a mudarem sua condição carnívora. Ela aposta nas sutilezas como mostrar a biodiversidade e oferecer ‘rangos’ coloridos e saborosos.

Carla conta que tornar-se vegetariana fez com que ela começasse a questionar  a maneira como são produzidos os alimentos  atualmente. “Tanto os imensos campos de monoculturas que utilizam toneladas de agrotóxicos quanto o confinamento de bilhões de animais geram impactos devastadores no ecossistema” explica ela. Pensando nessas questões passou a valorizar as iniciativas agroecológicas como a agricultura familiar e a permacultura.

 

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