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Competitividade do turismo em pauta na capital federal

por Redacao
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Seminário da Embratur debate momento do turismo no País e preparação dos grandes eventos esportivos dos próximos anos

As grandes manifestações populares que aconteceram no Brasil durante a Copa das Confederações serviram para ligar o sinal de alerta do governo brasileiro a cerca da realização dos grandes eventos esportivos no Brasil. Para debater o atual momento e a competitividade do turismo nesse cenário, a Embratur promoveu, nesta terça-feira em Brasília, o seminário Turismo e Competitividade: Caminhos para o Crescimento Sustentável antes e depois dos megaeventos.

O presidente da autarquia, Flavio Dino lembrou que é preciso enxergar os protestos como um sinal de necessidade de mudanças na preparação e planejamento para os megaeventos, especialmente no que diz respeito à comunicação.

“O objetivo do encontro é fazer reflexão sobre esse momento. Os eventos trazem benefícios e precisamos comunicar isso de forma correta à sociedade. A Copa das Confederações, por exemplo, gerou movimentação econômica de R$ 740 milhões. É preciso que todos saibam que os altos investimentos trazem resultados”, defendeu.

Segundo ele, é preciso fazer também ajustes na economia do turismo para potencializar ganhos para toda a cadeia produtiva do setor, como hotelaria, bares e restaurantes, empresas aéreas e outros. “Com todos os envolvidos obtendo resultados positivos, no fim poderemos fazer coro de que os altos investimentos valeram a pena”, disse Flávio Dino.

O secretário de turismo do Estado do Rio de Janeiro e presidente do Fornatur (Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo), Ronald Àzaro demonstrou preocupação com os altos preços das passagens aéreas no País e o impacto que esse momento pode trazer para o turismo nos estados e para a competitividade dos produtos turísticos brasileiros.

“O esforço para investir na infraestrutura aeroportuária e no aumento no número de voos fica perdido com o constante aumento dos preços das passagens. No caso dos voos internacionais é ainda mais grave. Existem casos de preços equivalentes entre os trechos Tóquio e Manaus e Rio de Janeiro e Manaus,” exemplificou.

De acordo com a senadora Lídice da Mata (PSB/BA) a preocupação com o legado dos eventos deve estar voltada prioritariamente para as populações locais, residentes nas cidades que irão sediar o evento.

“Cidade boa para o turista é aquela que é boa para o povo viver. Não podemos fazer com que as obras se tornem um grande peso ou polêmica. Temos que incorporar isso a uma ideia de desenvolvimento geral do Brasil, mas a população precisa ver resultados positivos dos investimentos meses antes da Copa do Mundo para que a visão a cerca do evento mude”, defendeu.

O seminário contou com palestras sobre variados temas como prioridades das ações governamentais, participação da iniciativa privada na competitividade, preços e hotelaria. Estiveram presentes no evento o secretário-executivo do Ministério do Turismo, Valdir Simão, o presidente da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), Eduardo Sanovics, o presidente do Conselho de Turismo da Confederação Nacional do Comércio, Alexandre Sampaio e Valter Patriani, vice-presidente da CVC.

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