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Classe trabalhadora de MS fez o maior ato do Brasil com 35 mil pessoas nas ruas da capital

por Redacao
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As centrais sindicais e os movimentos sociais e sindicais de Mato Grosso do Sul levaram para as principais ruas do centro da capital sul-mato-grossense, Campo Grande, 35 mil pessoas de acordo com a Polícia Militar do estado, número que já foi divulgado inclusive pela imprensa nacional. Sendo assim o ato da classe trabalhadora de MS foi o maior do Brasil. Em São Paulo e Belo Horizonte, a estimativa de participantes foi de 7 a 15 mil, segundo autoridades policiais. No Rio, pelo menos 5 mil pessoas saíram às ruas.

O número oficial é da Polícia Militar do estado e já foi divulgado pela imprensa nacional

O número oficial é da Polícia Militar do estado e já foi divulgado pela imprensa nacional

Segundo o presidente da CUT/MS (Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul), Genilson Duarte, principal central que esteve à frente da organização em Campo Grande  e levou para a manifestação mais de 30 sindicatos cutistas, o movimento superou as expectativas. “Nós estávamos pensando que haveria cerca de 15 mil pessoas nas ruas hoje e já temos o número oficial da Polícia Militar que calculou 35 mil. Com certeza superamos as nossas expectativas e conseguimos mostrar para toda a sociedade que a unidade da classe trabalhadora é capaz de sair as ruas e lutar pelos nossos direitos sempre. Agora queremos que o Congresso Nacional ouça as vozes das ruas e coloque em pauta as nossas reivindicações”, ressalta.

Para o presidente da FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), Roberto Magno Botareli Cesar, maior entidade sindical de MS e que trouxe para Campo Grande cerca de 10 mil trabalhadores em educação de todo o estado, o sentimento é de missão cumprida. “Mato Grosso do Sul sempre foi reconhecido nacionalmente como um estado de luta, onde os trabalhadores vão para as ruas reivindicar os seus direitos e mais uma vez comprovamos que realmente isto é verdade através da união da classe trabalhadora. O sentimento é de missão cumprida”, afirma.

De acordo com a representante nacional do MST (Movimento Sem Terra) em MS, Atiliana Brunetto, os trabalhadores unidos podem muito mais. “Os movimentos sociais e sindicais de Mato Grosso do Sul deram exemplo para o Brasil e nós mostramos que quem esteve nas ruas, nas lutas, sempre irá continuar a sua batalha pelos direitos das minorias, pela construção de um país mais justo e igualitário”, disse.

Após uma grande marcha nas ruas do centro de Campo Grande os trabalhadores e trabalhadoras sul-mato-grossenses realizaram um grande ato público na principal praça da cidade, a Rádio Clube. Após o ato o MST seguiu para sede do INCRA, onde cobrou celeridade na Reforma Agrária, totalmente paralisada há mais de três anos em MS e conseguiram marcar uma agenda com um técnico e uma audiência com o presidente do órgão.

O Movimento de Luta pela Classe Trabalhadora de MS, como foi chamado pela organização, levou para as ruas as seguintes pautas nacionais: Redução da Jornada de Trabalho para 40h semanais, sem redução de salários; Fim do fator previdenciário; 10% do PIB para a Educação; 10% do Orçamento da União para a Saúde; Transporte público e de qualidade; Valorização das Aposentadorias; Reforma Agrária; Suspensão dos Leilões de Petróleo; Contra o PL 4330, sobre Terceirização; Pela Democratização da Comunicação e pela Reforma Política. O ato pretende reunir mais de 15 mil trabalhadores de todo o estado.

No plano estadual foram cobradas ações para a celeridade na demarcação das terras indígenas, um drama dos direitos humanos no estado, a valorização dos servidores públicos pelo governo estadual e a punição à máfia do câncer, que foi descoberta pela Operação Sangue Frio da Polícia Federal e que escandalizou o país.

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