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Parada Gay tem reforço policial e Daniela Mercury após a avenida Paulista

por Redacao
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A Parada Gay de São Paulo, que aconteceu neste domingo (2) na capital paulista, foi marcado por reforço policial de última hora, chuva e a presença da cantora Daniela Mercury em um dos trios elétricos, mas que só começou a cantar na segunda metade do trajeto.
Segundo Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia, a cantora Daniela Mercury subiu ao trio elétrico na altura do rua Augusta, em frente ao Banco Safra. De acordo com ele, Daniela só começou a cantar na rua da Consolação porque muitos políticos e personalidades da causa gay a procuraram no trio para conversar e ela recebeu todas estas pessoas no camarim, atrasando o início da apresentação. Daniela cantou até o trio chegar à Praça Roosvelt.
A Polícia Militar de São Paulo informou que decidiu colocar mais homens na rua para reforçar o policiamento durante a Parada Gay de São Paulo, realizada neste domingo (2) na capital paulista. Em entrevista coletiva, o comandante-geral da PM Benedito Roberto Meira afirmou que o efetivo policial foi de 2.200 homens. O motivo do aumento foi a expectativa de um maior público no evento. A PM trabalhava com a expectativa de 2,5 milhões a 2,6 milhões de pessoas neste domingo. No entanto, a polícia acredita que entre 1,5 milhão e 1,8 milhão de pessoas participaram da Parada hoje.
Em ano marcado por acontecimentos polêmicos, como a eleição do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) à presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, e pela conquista da garantia do casamento igualitário pelo STF (Supremo Tribunal Federal), a 17ª edição da Parada Gay de São Paulo, realizada neste domingo (2), na avenida Paulista, região central da capital, aconteceu em clima de Carnaval.
O evento, que teve início aproximadamente às 13h30, uma hora após o previsto – devido à chuva e ao atraso de figuras importantes que desfilaram no carro oficial -, partiu do Museu de Arte de São Paulo (Masp), atravessou a avenida, passou pela Rua da Consolação, seguindo ao destino final – a Praça da República -, e reuniu cerca de 400 mil pessoas – segundo a Polícia Militar (dados coletados por volta das 14h).
Sem manifestações políticas mais ostensivas, o público acompanhou a passagem de 17 trios elétricos em ritmo de descontração. Neste ano, a festa teve como tema “Para o Armário Nunca Mais! União e Conscientização na Luta contra a Homofobia”.
O trio de abertura, que desfilou com o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e Marta Suplicy, ministra da Cultura, e outros políticos, atravessou a Paulista em tom de comemoração. “São Paulo é gay!”, repetia o animador do carro. Para o Fernando Quaresma, presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT), esta Parada foi “maior que as outras e a melhor”. “Tivemos muitos motivos para comemorar, mas a luta pela igualdade continua”, disse Quaresma, que discordou que o desfile foi mais carnavalesco que politizado.
“A parada não é um carnaval fora de época. Mas sim o maior movimento de visibilidade massiva de uma parcela da comunidade que sofre diariamente preconceito e discriminação, violência, ódio e intolerância”, definiu o presidente da APOGLBT.
Haddad destacou a importância da Parada à intransigência e à homofobia. “Nos lembremos que, muitas vezes aqueles que hoje têm um comportamento homofóbico, em algum momento tiveram que lutar por sua própria liberdade”, falou o prefeito.
Segurança do evento
O 3º DP informou a ocorrência de pelo menos quatro registros de roubos e furtos de objetos como celular, carteira e bolsa. Até às 18h30, as delegacias da região não apontaram registros mais graves.
Já a GCM, de acordo com informações do inspetor Edson Ramos, estava focada no comércio ilegal de bebidas. Até às 16h, conforme dados preliminares da corporação, foram apreendidas ao menos 2.000 garrafas de vinho químico. A bebida foi a causa principal dos atendimentos médicos no posto de atendimento do Trianon Masp.
Conforme relatou Evandro Luiz Ponce, responsável pelo posto, durante o dia foram realizados aproximadamente 150 acolhimentos. “Cerca de 95% referentes aos efeitos do vinho químico”, apontou ele, que também citou um caso de overdose por agente não identificado, dois de fraturas e outros dois de torções.
O evento também foi marcado pela participação de skinheads “da paz” e punks. O grupo ostentou faixas em defesa da criminalização da homofobia. Em entrevista à Agência Brasil, um dos integrantes, que se identificou apenas como Max, disse ser contrário à prática discriminatória. “Sou bissexual, minha namorada está do meu lado e apoia o movimento”, disse. A ala das pastoras lésbicas da Comunidade Cidade de Refúgio, de São Paulo, também marcou presença em estreia tímida no evento.

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