Um terço dos 30 mil trabalhadores da construção civil de Campo Grande, cerca de 10 mil operários, aderiram ao movimento de greve promovido pela própria classe, por intermédio do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Campo Grande – Sintracom, por tempo indeterminado e em represália à classe patronal que permaneceu irredutível nas negociações salariais que fazem parte da Convenção Coletiva de Trabalho 2013/14, que já deveria ter sido fechada para vigorar a partir de 1º de março.
“Consideramos um sucesso o movimento de greve que começamos hoje na cidade. Amanhã faremos novos grupos para chegar a outros canteiros de obras para aumentar a adesão ao protesto”, afirmou há pouco o sindicalista José Abelha, presidente do Sintracom/CG.
Hoje, centenas de trabalhadores paralisaram as obras em vários canteiros de obras espalhados pela cidade. O sindicato usou um verdadeiro “exército” de trabalhadores para fazer frente ao movimento que foi engrossando no decorrer da manhã. Carros de som, faixas, cartazes e folhetos foram distribuídos inclusive para cidadãos que passavam, para informar a opinião pública sobre os objetivos do movimento que foi pacífico nos canteiros de obras.
SALÁRIOS – O Sintracom informa que as propostas salariais oferecidas pela classe patronal e os valores que eles, trabalhadores, reivindicam para as respectivas funções dentro da indústria da construção civil de Campo Grande são bem divergentes. Veja esses respectivos valores:
Para os Auxiliares de Serviços gerais, os patrões oferecem um piso salarial de R$ 680,00 e a classe operária quer R$ 770,00; Auxiliar de Escritório, R$ 680,00 contra R$ 880,00; Serventes e vigia, R$ 719,00 contra R$ 880,00; Meio Oficial, R$ 802,00 contra R$ 1.035,00; Oficial, R$ 992,89 contra R$ 1.190,00; Apontador, R$ 980,00 contra R$ 1.190,00; Motorista, R$ 992,00 contra R$ 1.190,00; Aloxarife, R$ 982,80 contra R$ 1.190,00; Encarregado, R$ 1.015,56 contra R$ 1.352 e Mestre, R$ 1.500,00 proposto contra R$ 1.860,00 reivindicado.
