Mais de 30 mil operários da construção civil de Campo Grande entram em greve a partir de quarta-feira (5), em protesto contra a classe patronal que resiste em dar reajuste salarial digno para as categorias que integram esse mercado. A informação é de José Abelha Neto, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Campo Grande – Sintracom/CG.
“A categoria tomou essa decisão em assembléia geral realizada na sexta-feira (31). Nossos companheiros operários foram unânimes em aprovar essa estratégia para conseguir os reajustes salariais necessários para se fazer justiça nas empresas”, afirmou José Abelha, alegando que esgotaram-se as tentativas de chegar a um acordo por intermédio da mesa de negociação.
Nesta segunda e terça-feira, diretores do Sintracom irão visitar os canteiros de obras para avisar a todos os operários sobre as decisão tomada em assembléia. Distribuirão panfletos com as informações sobre o impasse com a classe patronal.
“Não temos dúvida da adesão maciça da classe operária da construção civil (pedreiros, carpinteiros, armadores, serventes…) nesse movimento de protesto que não tem data para acabar. Enquanto não formos atendidos em nossas reivindicações, continuaremos com os braços cruzados, até que as empresas, por intermédio de sua entidade de classe (Sinduscon) resolva sentar e oferecer uma contraproposta salarial digna do trabalho de nossos representados”, afirmou o líder sindical.
SALÁRIOS – O Sintracom vai distribuir também um panfleto com as propostas salariais oferecidas pela classe patronal e os valores que eles, trabalhadores reivindicam para as respectivas funções dentro da indústria da construção civil de Campo Grande. Veja esses respectivos valores:
Para os Auxiliares de Serviços gerais, os patrões oferecem um piso salarial de R$ 680,00 e a classe operária quer R$ 770,00; Auxiliar de Escritório, R$ 680,00 contra R$ 880,00; Serventes e vigia, R$ 719,00 contra R$ 880,00; Meio Oficial, R$ 802,00 contra R$ 1.035,00; Oficial, R$ 992,89 contra R$ 1.190,00; Apontador, R$ 980,00 contra R$ 1.190,00; Motorista, R$ 992,00 contra R$ 1.190,00; Aloxarife, R$ 982,80 contra R$ 1.190,00; Encarregado, R$ 1.015,56 contra R$ 1.352 e Mestre, R$ 1.500,00 proposto contra R$ 1.860,00 reivindicado.
