De acordo com Cledinaldo Marcelino, liderança indígena da região, os terenas não entraram na casa dos donos, apenas no quintal e na área em volta da fazenda.
Marcelino afirmou ainda que os terenas não vão deixar a terra e que já estão preparando a terra para o plantio, pois já consideram a área como indígena.
Segundo o superintendente da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, Edgar Paulo Marcon, o objetivo da polícia é negociar até o último instante. Caso os indígenas não aceitem a negociação e se recusem a sair da área, a polícia vai pedir reforços e cumprir a reintegração de posse.
Após a ocupação, o dono da propriedade, Ricardo Bacha entrou com um pedido de reintegração de posse, que foi deferido, em caráter liminar, na tarde de quarta, pelo juiz da 1ª Vara Federal de Campo Grande, Renato Toniasso.
Ainda segundo Marcom, é improvável que a reintegração de posse seja feita ainda hoje, porque a polícia precisa de reforços para entrar na fazenda para cumprir a ordem. O procurador do Ministério Público Federal (MPF), Emerson Kalif Siqueira, está no local auxiliando nas negociações.
Segundo informações da Funai (Fundação Nacional do Índio), os terenas reivindicam a aceleração do processo de demarcação da Terra Indígena Buriti e não querem deixar o local.
Ainda segundo informações da Funai, no total, quatro propriedades rurais estão ocupadas por índios em Sidrolândia. As fazendas Santa Helena, Querência e Buriti foram ocupadas na quarta e a fazenda Cambará na quinta.
G1
