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Cimi denuncia abuso de policiais em tentativa de reintegração de posse

por Redacao
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Em nota publicada ontem, o Cimi (Conselho Indigenista Missionário) acusou a PF (Polícia Federal) de “abuso” durante uma tentativa de reintegração de posse ocorrida no último sábado,  na fazenda Buriti, em Sidrolândia, a 70 km de Campo Grande.

Um grupo de indígenas da etnia terena ocupou a propriedade na última quarta-feira. Segundo informações da Funai (Fundação Nacional do Índio), os índios reivindicam a aceleração do processo de demarcação da Terra Indígena Buriti.

Segundo a nota publicada pelo Cimi, um delegado da PF teria apreendido equipamentos de um jornalista do órgão sem dar “nenhuma justificativa que identificasse alguma legalidade na apreensão”.

A nota foi publicada no site do Cimi, com um vídeo que mostra a ação do delegado. No texto, o órgão considerou o fato como um “ato de censura injustificado, arbitrário e ilegal”.

O superintendente da PF em Mato Grosso do Sul, Edgar Paulo Marcon, confirmou que o material foi apreendido.
Ele relatou que os policiais perceberam a presença de não-índios no local que, segundo informações, estariam incitando índios a não cumprir a ordem judicial. Esses, de acordo com Marcon, se apresentavam como sendo do Cimi.

Ainda  de acordo com o superintendente da PF, um inquérito foi instaurado para apurar eventual cometimento de incitação ao crime. A apuração deve ser concluída em 30 dias e relatório preliminar deve ser encaminhado para o Ministério Público Federal e a Justiça Federal.

Segundo o coordenador regional do Cimi, Flávio Vicente de Machado, os integrantes do órgão estiveram na fazenda apenas como observadores externos para acompanhar o cumprimento da ordem e evitar possíveis casos de violência.
“A afirmação da Polícia Federal é de cunho racista, para desqualificar a luta dos indígenas reproduzindo o conceito de que eles estão sendo manipulados”.
G1

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