Em nota publicada ontem, o Cimi (Conselho Indigenista Missionário) acusou a PF (Polícia Federal) de “abuso” durante uma tentativa de reintegração de posse ocorrida no último sábado, na fazenda Buriti, em Sidrolândia, a 70 km de Campo Grande.
Um grupo de indígenas da etnia terena ocupou a propriedade na última quarta-feira. Segundo informações da Funai (Fundação Nacional do Índio), os índios reivindicam a aceleração do processo de demarcação da Terra Indígena Buriti.
Segundo a nota publicada pelo Cimi, um delegado da PF teria apreendido equipamentos de um jornalista do órgão sem dar “nenhuma justificativa que identificasse alguma legalidade na apreensão”.
A nota foi publicada no site do Cimi, com um vídeo que mostra a ação do delegado. No texto, o órgão considerou o fato como um “ato de censura injustificado, arbitrário e ilegal”.
Ainda de acordo com o superintendente da PF, um inquérito foi instaurado para apurar eventual cometimento de incitação ao crime. A apuração deve ser concluída em 30 dias e relatório preliminar deve ser encaminhado para o Ministério Público Federal e a Justiça Federal.

