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Preocupado Duarte busca recursos em Brasília para contenção de encostas

por Redacao
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Preocupado com as chuvas que se anunciam ainda para este mês de abril e com os problemas registrados no início do ano, com deslizamentos de encostas e desabamentos e interdição de residências, o prefeito de Corumbá, Paulo Duarte (PT), afirmou que já ingressou com projeto em Brasília buscando verbas para resolver o problema. O secretário de Infraestrutura, Habitação e Serviços Urbanos, engenheiro civil Luiz Mário Preza Romão é quem ficou responsável pelo projeto que tramita na Caixa Econômica Federal, dando contas da situação crítica em que se encontram os morros de Corumbá, entre o centro da cidade e a região ribeirinha.

Até mesmo casas de luxo correm o risco de deslizar. Fotos: André Navarro

Até mesmo casas de luxo correm o risco de deslizar. Fotos: André Navarro

“Nós estamos com um projeto em Brasília para que a gente possa ter intervenções necessárias para essas áreas de encostas, isso é fundamental”, disse Duarte, salientando que “ainda há muita ocupação feita de forma irregular”, o que põe em risco a vida de muitas pessoas que resistem em deixar suas casas. E não são apenas famílias de baixa renda que não têm para onde ir, existem casas de luxo de proprietários que aproveitaram a vista para o Pantanal e que hoje não querem de jeito nenhum sair do imóvel mesmo correndo o risco de desabar com ele morro abaixo.

“Nós temos é que fazer obras nessas regiões de encostas para evitar problemas, temos que ter um trabalho preventivo para que não aconteçam tragédias, disse Duarte. Essas obras que o prefeito trabalha para fazer ainda este ano são caras e não têm garantia, entretanto, são de fundamental importância tanto para resguardar a segurança das pessoas como uma das regiões mais bonitas de Corumbá. Geólogos já informaram que, inclusive a Avenida General Rondon, das Palmeiras Imperiais e dos desfiles de carnaval pode descer para o porto.

O problema é que, com as chuvas, a terra existente entre as rochas calcárias desce e elas escorregam umas sobre as outras rolando ribanceira abaixo. Corumbá foi construída sobre uma laje de pedra e, ao longo dos anos, as intervenções arquitetônicas ajudaram a danificar essa base. A falta de drenagem pode ter sido o principal elemento nessa problemática, embora hoje a cidade tenha quilômetros de galerias de águas pluviais e caminha para ter 80% das residências ligadas à rede de esgotamento sanitário.

“Nós queremos fazer um trabalho de contenção de encostas para que no ano que vem nossa cidade não esteja nessa situação, famílias não estejam em áreas que tenham riscos iminentes de deslizamento, isso é muito perigoso e nós não vamos permitir que aconteça em Corumbá”, finalizou o prefeito que não dimensionou o valor da obra. Em projetos anteriores esse trabalho de contenção de encostas estava orçado em cerca de R$25 milhões, dinheiro que pode contribuir para segurar Corumbá sobre sua laje sem riscos para o Patrimônio Histórico e a vida das pessoas.

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