Confirmada a fusão, o novo partido terá 14 deputados federais (11 do PPS mais 3 do PMN).
Mas esse número poderá aumentar, já que deverá ser aberta uma “janela” de um mês para possibilitar a outros parlamentares migrarem para a nova sigla sem perderem seus mandatos. A expectativa é compor uma bancada com pelo menos 20 deputados federais.
Com isso, o novo partido somaria ou até aumentaria a fatia de recursos públicos do Fundo Partidário, além de maior tempo de TV e rádio, ativos importantes para lançar candidaturas próprias ou negociar alianças eleitorais.
Com a aprovação, o PPS já marcou um congresso extraordinário para a próxima quarta-feira (17) com dirigentes do PMN para confirmar a fusão. Se nenhuma surpresa ocorrer, as siglas pretendem oficializar a união no mesmo dia ou até o fim da semana junto à Justiça Eleitoral.
Durante as discussões neste sábado, o presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), disse que o partido também está aberto para receber membros de outras siglas.
Se aprovada, a lei preservaria verbas e minutos de propaganda eleitoral dos atuais partidos, deixando os novos proporcionalmente com menos. A proposta tem apoio de partidos da base governista, que teme a formação de legendas de oposição competitivas nas eleições de 2014.
De oposição ao governo, o PPS se reuniu nesta semana para discutir o cenário da disputa presidencial do ano que vem.
Na sexta (12), foi a vez do ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) aparecer na conferência, onde também recebeu cumprimentos e discursou. Na fala, o tucano reforçou a necessidade de a oposição “unir forças” para enfrentar Dilma Rousseff em 2014.
Em entrevista, Serra disse achar “melhor” que mais de um candidato de oposição enfrente a presidente. Questionado se poderia migrar para o PPS para se candidatar novamente à Presidência, o tucano não descartou a possibilidade.
Freire disse que é desejo do PPS receber Serra, mas disse que o tucano não respondeu sobre o convite, tampouco sobre eventual candidatura à Presidência. Tanto PPS quanto PMN apoiaram Serra na disputa de 2010, quando perdeu para Dilma.
