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Indíos canoeiros do Pantanal receberão vacina contra a gripe na ilha de Ínsua

por Redacao
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A vacinação dos índios Guató, os canoeiros do Pantanal, será feita na ilha de Ínsua, no Porto Índio. Uma equipe da Sesai – a Secretaria Especial da Saúde Indígena irá até a aldeia para fazer a imunização da comunidade que está ameaçada de extinção, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). O trabalho será auxiliado por técnicos da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) que atua no local há vários anos.

Os Guatós é a única tribo remanescente no Pantanal

Os Guatós é a única tribo remanescente no Pantanal

Segundo Wangley de Barros, coordenador municipal de Imunização, 195 índios serão atendidos pela equipe que contará com um vacinador. Durante a visita também haverá outros tipos de atendimento e atenção aos índios canoeiros. A vacinação está prevista para acontecer na semana que vem.

A tribo Guató é a única tribo remanescente no Pantanal. Eles são conhecidos como índios canoeiros porque eram pescadores e faziam as suas canoas de um pau só (pirogas), a partir do tronco de uma árvore muito comum na região, a Ximbuva, também utilizada para fazer a viola de coxo, hoje patrimônio imaterial, tombado pela Fundação de Cultura do Estado de Mato Grosso do Sul.

Durante décadas os Guató perderam suas terras para fazendeiros que a invadiram para criar gado. Depois de um demorado processo judicial, em 1994, eles conseguiram retornar à Ilha de Ínsua, no coração do Pantanal, já na divisa de Mato Grosso do Sul com o Mato Grosso, próximo ao destacamento de Porto Índio, do Exército.

Mas os anos na cidade, radicados no bairro Cristo Redentor, provocaram um sério risco à comunidade que acabou se miscigenando com o povo urbano. Hoje, existem menos de 20 Guatós puros e, não há mais quem fale a língua nativa fluentemente, que morreu, junto com Julia Caetano, que faleceu aos 111 anos de idade em 2 de abril de 2012.

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