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Força-tarefa levanta estragos de Porto Murtinho para pedir socorro federal

por Redacao
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A Prefeitura de Porto Murtinho, por meio da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec) e das diversas secretaria, tomou todas as providências para garantir total atendimento a todas as pessoas que sofrem com as inundações causadas pelas fortes chuvas. O prefeito Heitor Miranda dos Santos (PT) afirma que não basta apenas resgatar os desabrigados e alojá-los em prédios públicos e busca apoio para investir em soluções permanentes para reduzir ao máximo o efeito dessas calamidades.

“O que nós queremos é buscar uma solução mais efetiva e eficaz, dar novas opções de moradias às pessoas que vivem nas áreas e habitações de risco, em lugares mais vulneráveis aos temporais, além de reforçar a infraestrutura urbana de prevenção e controle de enchentes”, disse o prefeito, durante reunião em seu gabinete quarta-feira, 10, com representantes da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), assessores e autoridades. A visita da Coordenadoria Estadual ao município ocorreu quatro dias após o violento aguaceiro que castigou as áreas urbana e rural, desabrigando cerca de 600 pessoas e destruindo casas.

RELATÓRIO – Na reunião, o coordenador da Comdec, engenheiro Fernando Marques, apresentou o relatório preliminar da situação e recebeu orientações sobre como elaborar o levantamento e encaminhá-lo às instâncias pertinentes dos governos federal e estadual. Além da situação pontual causada pelas chuvas de sábado e domingo passados, o prefeito busca soluções de urgência e a médio prazo para enfrentar as demandas mais antigas, como a falta de oferta habitacional para famílias em situação de risco, as lacunas na estrutura urbana de pavimentação e drenagem, o reforço do dique às margens do Rio Paraguai e a restauração e manutenção das estradas vicinais.

Em conseqüência do temporal, as preocupações do prefeito e sua equipe não se resumem às questões sociais. Heitor teme impactos econômicos, em função principalmente do estrago feito pela grande precipitação pluviométrica na área rural e em atividades urbanas. A unidade local da Rede Marfrig, uma das maiores da região e com capacidade de geração de emprego superior a 500 vagas, deu férias coletivas aos funcionários. As estradas utilizadas no transporte do gado de corte para o frigorífico estão, em sua maioria, intransitáveis.

Calcula-se que 90% das vicinais estejam com seu tráfego comprometido. Existem ainda diversas áreas rurais distantes e isolados, com pessoas ilhadas e sem condição de deslocamento, a não ser por embarcações ou helicóptero. As aulas na cidade e no campo foram suspensas e só recomeçam segunda-feira próxima. Muitas salas na cidade foram improvisadas como alojamentos.

APOIOS – Heitor diz que a Prefeitura procura apoio em caráter de urgência para recuperar o Município e quer urgência na recuperação da cidade, como a questão dos canais de macro e microdrenagem, que precisam ficar permanentemente limpos e desobstruídos.

O relatório da Comdec está amparado em dados técnicos e robustecido por imagens aéreas dos locais mais críticos. A desocupação das áreas de risco é uma das exigências do Sistema Nacional de Defesa Civil e sem essa providência a liberação de recursos fica mais difícil. Por causa disso, Heitor aprofunda os contatos junto às bancadas parlamentares e aos governos estadual e federal na expectativa de acelerar projetos habitacionais e transferir para áreas seguras as famílias que moram em lugares de risco.

Também participaram da reunião com Heitor o vice-prefeito e secretário de Infraestrutura, José Gomes Malaquias Sobrinho; Otávio Battaglin Portela, gerente regional da Agência Estadual de Empreendimentos (Agesul), de Bela vista; Sandoval Leonardo Junior e major Adriano N. Bampazo, da Cedec-MS; Márcio França, da assessoria do prefeito; 3º sargento Hércules Espíndola Cuellar, do Corpo de Bombeiros Militar; Fernando Marques, coordenador da Comdec; vereador Fabinho Santos; André Mattos, secretário de Governo; Josiane, assistente social; e Doracy Ayala.

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