O corpo da presidente do Conselho Municipal de Saúde de Corumbá, Walthênia Agda Costa, que morreu na madrugada de ontem em Brasília aos 38 anos, ainda não chegou a Corumbá. Um acidente na estrada teria atrasado, segundo a família, a chegada do carro da funerária à capital federal.

Walthênia Agda Costa, presidente do Conselho Municipal de Saúde
Walthênia participava da Marcha da Saúde quando passou mal. Portadora da anemia falciforme, mesmo sofrendo crises agudas da doença nos últimos tempos, ela insistiu em estar no ato. Socorrida, foi internada, mas não resistiu. Ainda não há confirmação do horário de chegada do corpo. Ontem a família chegou a marcar o velório para o dia de hoje e sepultamento para as 16 horas, mas as previsões não existem mais.
Uma das fundadoras da Associação Corumbaense das Pessoas com Anemia Falciforme (ACODFAL), Walthênia trabalhou para conseguir meios de melhorar as condições de vida dessas pessoas. A anemia falciforme é uma doença hereditária que tem como principal característica a alteração da forma arredondada das células que ficam em formato de meia lua.
O teste do pezinho, feito poucos dias após o nascimento, pode detectar a doença e permitir o tratamento desde cedo, mas a anemia falciforme não tem cura. Os portadores sentem muitas dores e têm problemas com infecções ficando mais suscetíveis a elas do que as crianças sadias.
Antes de vir para Corumbá o corpo de Walthênia passará por Campo Grande onde haverá uma homenagem a ela que será feita pelo Conselho Estadual de Saúde. Além de se dedicar à saúde, Walthênia foi carnavalesca, sendo que sempre dedicou o seu amor pela Império do Morro. Este ano ela também desfilou no grupo B como rainha da bateria da Marquês de Sapucaí.

