A Secretaria de Estado de Meio Ambiente, do Planejamento, da Ciência e Tecnologia (Semac) e o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) publicaram um edital divulgando o Relatório de Impacto Ambiental (Rima), para análise do requerimento de Licença de Instalação (LI) para ampliação do Aeroporto Internacional de Campo Grande.
O Rima é apresentado pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) e encontra-se à disposição do público interessado no Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul, localizado na rua Desembargador Leão Neto do Carmo, s/n, Parque dos Poderes, Campo Grande/ MS, pelo prazo máximo de 45 dias, para conhecimento e solicitação de Audiência Pública, atendendo o disposto na Resolução Conama nº 009 de 03 de dezembro de 1987. O edital foi publicado ontem (6), no Diário Oficial.
A expansão
A expansão que será feita no Aeroporto Internacional de Campo Grande, através de convênio assinado entre o governo do Estado, Infraero, Prefeitura, Exército e Aeronáutica, irá tornar a Capital um ponto central de transporte intermodal, levando Mato Grosso do Sul a uma posição de destaque. A expectativa do governo do Estado e dos parceiros do projeto é que Campo Grande alcance a condição de principal capital do Centro-Oeste e torne-se uma referência para o País e para o continente na questão logística. É projeto estratégico de desenvolvimento do governo fazer da cidade um centro de distribuição, exportação e importação de cargas.
O governo estadual investiu em torno de R$ 20 milhões para desapropriar e entregar à União uma área de 1.330 hectares anexa às atuais instalações do Aeroporto Internacional. A primeira etapa dessa desapropriação começou com a declaração de utilidade pública das propriedades localizadas na área que está sendo utilizada na ampliação. As novas obras farão mais que dobrar o tamanho e a capacidade da unidade aeroportuária. Com isso, fica assegurado o uso do espaço para a finalidade exclusiva de construção das novas pistas, terminal de passageiro, pátio de aeronaves e todas as demais obras incluídas no projeto.
Além de adquirir e repassar à Infraero a área para as obras, o governo conta com a parceria da prefeitura na concretização da proposta de ter na Capital um aeroporto que atenda até dois milhões de passageiros/ano e se integre a outros modais de transporte para receber e exportar cargas. Acessos por avenidas e ferrovias implantados na última década, e outros que estão sendo executados ou projetados, irão garantir a interligação.
Às margens do anel rodoviário estará ainda o Terminal Intermodal de Cargas (TIC), em construção pelo município, que inclui Porto Seco e Estação Aduaneira.

