Pessoas com doenças crônicas como diabetes, asma e hipertensão, vão poder escolher pacotes nos Planos de Saúde que ofereçam medicamentos.
A ANS, Agência Nacional de Saúde Suplementar, publicou na semana passada uma Resolução Normativa que estabelece diretrizes para a oferta de medicação de uso domiciliar.
A medida tem o objetivo de reduzir o subtratamento das doenças crônicas, que são as doenças de maior prevalência na população.
A resolução não é obrigatória, apenas os Planos de Saúde que tiverem interesse podem, a partir de agora, criar pacotes que incluam esse benefício.
O cliente também pode escolher se quer ou não esta oferta. A gerente de Regulação Assistencial da ANS, Karla Coelho, ressalta como a nova resolução vai ajudar os pacientes com doenças crônicas.
“A gente acha importante dar continuidade desse tratamento no nível domiciliar.
A ideia é diminuir o subtratamento, ou seja, dar o tratamento de forma mais integral para que as pessoas possam ter acesso a todo o tratamento, mesmo estando fora da internação.
Porque durante a internação todos os medicamentos necessários são cobertos pelas operadoras, prescritos pelo médico. Então, fora da internação é bom que a gente continue com essa medicação sendo garantida.
E às vezes o beneficiário pode não ter dinheiro para manter esse tratamento e com esse plano isso vai sair mais em conta para o beneficiário.”
Karla Coelho explica como os Planos de Saúde vão poder ofertar o benefício.
“Já existem algumas experiências no Brasil de operadoras que entregam em casa, mas pode ser através de um desconto de uma farmácia, pode ser através de uma gestão da assistência farmacêutica com enfermeiras orientando, tirando dúvidas em relação a essa medicação de uso crônico, associação de medicação, então pode ser de diversas formas.
Então, as operadoras vão avaliar qual a melhor forma e vão disponibilizar isso, e o beneficiário pagaria a mais para ter essa cobertura estendida.”
A oferta de medicação domiciliar é parte do eixo Assistência Farmacêutica da ANS.
Para estudar o tema foi criado um grupo técnico composto por órgãos de defesa do consumidor, operadoras de planos de saúde, representantes de beneficiários e profissionais da área da saúde.
A nova resolução ficou em consulta pública por 30 dias e recebeu contribuições de toda a sociedade.
