A proposta de mobilização e união de entes estaduais e municipais em torno da sanção do Projeto de Lei 2.565/2011 que modifica as regras de distribuição dos royalties do pré-sal, conta com adesão de entidades dos poderes públicos, privados e do setor produtivo de Mato Grosso do Sul. Durante a reunião para mobilização das entidades composta por federações, associações e sindicatos, o representante do Ministério Público Estadual, procurador-geral de Justiça, Humberto de Matos Brittes, disse que esta também é uma revindicação do Ministério Público, e da forma como a lei está sendo proposta vai beneficiar Mato Grosso do Sul. “Nós dependemos de repasses para desenvolver nossas ações e sobreviver dentro do aumento das despesas. Estamos engajados nesse apoio reivindicatório”, contou Humberto.
Como forma de apoiar o movimento batizado de “Sanciona Dilma”, as entidades irão assinar um documento conjunto que firma o compromisso do apoio na aprovação do Projeto de Lei (PL) 2.565/2011, através da Carta de Governadores à presidente Dilma de Apoio à Sanção à Redistribuição dos Royalties do Petróleo, que pretende recolher a assinatura de 24 dos 27 governadores estaduais.
Para as lideranças de alguns dos principais setores de comércio, indústria, serviço e produção o movimento deve envolver os trabalhadores. Esta foi a sugestão do presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiro (Rodosul), Osvaldo Possari. “Além do empresariado, considero importante também engajar os funcionários, que são sul-mato-grossenses e também têm interesse no bem do estado”, reforçou.
As entidades, cada uma em seu segmento, tanto em Campo Grande quanto no interior, irão auxiliar no fortalecimento da campanha no cenário nacional. de acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Automotivos (Sinpetro), Mário Seiti Shiraishi, todos os presidentes de sindicatos e federações de outros Estados precisam ter acesso ao documento para propagar em suas unidades federativas a vontade dos cidadãos e de seus dirigentes. “É importante enviar este documento a outros presidentes para que eles possam junto aos seus governadores solicitar a assinatura na Carta que terá mais peso político”, reforçou Mário.
O dirigente da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande Roberto Oshiro destacou que o governo não pode ficar sozinho nesta mobilização, e que é preciso que entidades e setores públicos e privados estejam unidos na busca de recursos para investimento no Estado. “Não é justo que poucos Estados dividam este valor arrecadado com o pré-sal. É preciso que parte deste recurso seja destinada aos Estados não produtores [de petróleo] que irão utilizar este dinheiro para promover desenvolvimento”, ressaltou Oshiro.
Para os representantes da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) e a Federação das Indústrias do Estado Mato Grosso do Sul (Fiems) a mobilização deve acontecer de forma generalizada. Os representantes das entidades produtoras do Estado veem na mobilização a oportunidade de alavancar ainda mais o setor e se propuseram a aderir ao movimento “Sanciona Dilma”.
O documento de apoio das federações, associações e sindicatos ficará à disposição de cada dirigente até a próxima segunda-feira, 19 de novembro, na Ordem dos Advogados do Brasil Seccional do Mato Grosso do Sul, para assinatura.
O encontro que definiu como será a campanha batizada de “Sanciona Dilma” reuniu ainda organizações como Tribunal de Justiça, União da Câmara dos Vereadores, Associação Sul-Mato-Grossense de Supermercados (Amas), Associação Comercial, Associação dos Municípios do Mato Grosso do Sul (Assomasul), Associação dos Produtores de Bionergia de Mato Grosso do Sul (Biosul), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), A Federação das Associações Empresariais do Mato Grosso do Sul (Faems), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso do Sul (Fecomércio), Representantes da Maçonaria, Ordem dos Advogados do Brasil Seccional do Mato Grosso do Sul, Sindicato Rural, universidades e faculdades da Capital, entre outros. Instituições de fomento empresarial do Sistema S (Sebrae e Senai) também destinaram apoio ao movimento, entre outros.
