O MDS (Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome) vai distribuir, a partir do ano que vem, o Guia de Cadastramento de Grupos Populacionais Tradicionais e Específicos em estados e municípios. São orientações para que os gestores identifiquem o beneficiário de programas sociais de acordo com o grupo sociocultural e situações de vida. A importância da identificação dessas famílias foi discutida hoje (22) em teleconferência do MDS transmitida ao vivo pela TV NBR.
A secretária adjunta da Secretaria Nacional de Renda de Cidadania (Senarc), Leticia Bartholo, explicou que “em alguns casos não é só a pobreza que dificulta que o indivíduo vocalize suas demandas. Alguns grupos sofrem preconceitos, têm características culturais distintas e é preciso identificar isso para que saiam da situação de vulnerabilidade.”
A diretora do Cadastro Único da Senarc, Claúdia Baddini, afirma que, como o cadastro é feito pela autodeclaração, é necessário que os gestores conheçam os grupo para ajudar na hora do preenchimento. É também “importante a aproximação à líderes que podem falar em nome da comunidade, quando necessário. Eles farão interface com comunidade para traçar com o gestor uma visão mais próxima à realidade.”
“A realidade de cada localidade é muito específica. O mais importante, independente de pertencer ou não a algum dos 12 grupos, é o gestor municipal e a administração pública fazerem um mapeamento, buscarem as entidades mais próximas à comunidade, afirma Gabriel Domingues, coordenador técnico no Departamento de Cadastro Único.
