Início » Artesanato em fibra de bananeira é produzido em presídio de Rio Brilhante

Artesanato em fibra de bananeira é produzido em presídio de Rio Brilhante

por Redacao
0 comentários

A fibra de bananeira sendo transformada em objetos de decoração, bijuterias, bolsas e utensílios. Com essa proposta, um trabalho desenvolvido no Estabelecimento Penal Feminino de Rio Brilhante tem ajudado reeducandas a acreditarem em um futuro digno construído a partir da capacidade de criar belas peças, que cativam também pela qualidade e criatividade.

No presídio, a atividade é desenvolvida em uma parceria da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), por meio da direção local, com a Fundação de Cultura e Esporte do Município (Funcerb), que promoveu um curso para as custodiadas.

Com matéria-prima fornecida por propriedades rurais da cidade, o artesanato é montado utilizando técnicas de trançados e cestaria. As internas também fazem a preparação da fibra, processo que envolve desde a separação, lavagem e secagem até o armazenamento do material. Para o trabalho, as artesãs precisam, ainda, conhecer as características e corte do tronco da bananeira.

A iniciativa vem dando tão certo que o material já está sendo comercializado no quiosque Art-Rio, instalado pela Prefeitura na Praça Lourival Barbosa. Também têm sido organizadas exposições com as peças. Esta semana, por exemplo, estiveram expostas na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e está prevista para acontecer entre os dias 14 e 16 deste mês uma mostra cultural em Brasília (DF). A beleza do artesanato feito pelas internas com a fibra também poderá ser observada durante a festa de abertura do “Festival do Chamamé” de Rio Brilhante, programada para o próximo dia 23.

A diretora da unidade prisional, Vera Lúcia dos Santos, destaca que, além de serem objetos muito bonitos e duráveis, o trabalho em fibra de bananeira tem um forte apelo ecológico, pois não causa impacto ambiental, o que traz consigo uma boa aceitação pela população em geral.

Com isso, segundo a diretora, a ideia é, posteriormente, realizar mais parcerias com o comércio local e até mesmo de outros municípios. “E toda a renda arrecadada com a venda das peças ser revertida em prol das reeducandas e manutenção dos trabalhos”, informa.

Para a interna Rosalina Ferreira, 37 anos, que aprendeu no presídio a transformar a fibra de bananeira em arte, além de ajudar nesse período em que está presa, o conhecimento adquirido também poderá representar uma “renda lícita” para o seu sustento e de sua família quando estiver em liberdade.

Corte e costura

Outra ação que está garantindo uma ocupação produtiva às internas é o trabalho de corte e costura. Recentemente, foi realizado um curso de capacitação promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), no qual dez internas foram capacitadas e estão atuando na confecção no presídio.

Capacitada no curso de corte e costura, Geni Rodrigues Batista, 52 anos, garante que a qualificação profissional na área de confecção representa “um caminho para o futuro”. “Esse aprendizado foi muito importante para a minha vida, espero poder trabalhar com isso também quando sair daqui, ser um meio de eu me reinserir na sociedade”, afirma.

A mão de obra das reeducandas qualificadas é utilizada na confecção dos uniformes das detentas do presídio feminino e nos do presídio masculino. “Posteriormente, queremos realizar parcerias locais, com a Prefeitura Municipal, associações, entidades filantrópicas e comércio”, comenta Vera Lúcia.

Segundo a diretora do presídio, é foco do trabalho desenvolvido no estabelecimento penal buscar a ocupação das internas, promovendo a melhoria na disciplina e na autoestima das custodiadas. “Buscamos propiciar a remição de pena, proporcionado capacitação profissional e dando condições dignas de retorno à sociedade”, enfatiza a diretora. “Dessa forma, o presídio cumpre com as diretrizes da LEP [Lei de Execução Penal]”.

Serviço

Quem quiser obter outras informações sobre as peças em fibra de bananeira, ou os empresários e instituições interessados em firmar parceria, devem entrar em contato com a direção do presídio pelo telefone: (67) 3452-2352.

Você Pode Gostar