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Ex-marqueteiro do ex-presidente Lula é destaque do último dia de defesa

por Redacao
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O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza nesta quarta-feira (15) o último dia dedicado às sustentações orais das defesas dos réus do mensalão. Três advogados subirão à tribuna, entre eles o do publicitário Duda Mendonça, marqueteiro de campanhas eleitorais do PT e de outros partidos. Ele é acusado de evasão de divisas e lavagem de dinheiro durante a primeira gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando foi divulgado o escândalo da suposta compra de apoio de parlamentares.

Serão ouvidas também hoje as versões das defesas da ex-sócia de Mendonça, Zilmar Fernandes Silveira, e de José Luiz Alves, secretário do ex-ministro dos Transportes, Anderson Adauto –que também é réu na ação penal.

Até ontem, foram ouvidas as defesas de 35 dos 38 réus do processo, no que promete ser o mais longo julgamento da história do STF.

Segundo a Procuradoria Geral da República, Duda Mendonça teria criado a empresa Dusseldorf com registros no exterior para evitar a obrigatoriedade de declarar ao Banco Central qualquer depósito de sua titularidade. Nesta conta, teria recebido cerca de R$ 10 milhões do PT pela campanha que elegeu Lula presidente em 2002. Mendonça admitiu o fato em depoimento à CPI dos Correios, em 2005 (reveja vídeo ao lado). O réu é acusado de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Sua defesa diz desconhecer a origem ilegal do dinheiro recebido e afirma que a conta mantida no exterior era regular, com valores abaixo do que é obrigatório declarar ao Banco Central.

A ex-sócia de Mendonça, Zilmar Fernandes Silveira, também é acusada de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Ela teria recebido três parcelas de R$ 300 mil e duas de R$ 250 mil, em espécie, em agências do Banco Rural por meio do resgate de cheques nominais à empresa SMP&B, de Marcos Valério –apontado como operador do mensalão–, sem registro dos reais beneficiários dos valores. Ela seria ainda responsável por movimentar a conta criada por Mendonça no exterior.

Sua defesa também alega que a cliente não sabia da origem ilegal dos pagamentos recebidos e que a conta no exterior era regular.

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