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Reeducandas cantam, dançam e refletem sobre a vida longe dos muros da prisão

por Redacao
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O colorido do Carnaval tomou conta do Projeto Caminhar, desenvolvido no Estabelecimento Penal Feminino “Irmã Irma Zorzi” (EPFIIZ), na Capital, que tem por objetivo trabalhar junto às reeducandas a construção de uma nova realidade, incentivando a autoestima e o amor ao próximo, com foco na diminuição da reincidência criminal. Fantasias doadas pela escola de samba paulista X9 foram utilizadas pelas internas e, ao som da bateria da campo-grandense Mocidade Independente, as internas puderam dançar, cantar, e refletir sobre a vida longe dos muros da prisão.

De acordo com a coordenadora do projeto, Rosana Costa, psicóloga da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), a ideia de levar as fantasias e promover esse “momento carnavalesco” teve por finalidade proporcionar uma atividade diferenciada, cujo foco é o lazer, como forma de amenizar a tensão típica do ambiente prisional.

O “Caminhar” foi iniciado no mês de abril e acontece todas as terças-feiras, com a realização de palestras socioeducativas, discussões de temas propostos, dinâmicas em grupo e atividades de lazer, entre outras ações. Entre os temas já debatidos, estão: “os efeitos das drogas ilícitas, álcool e tabacos sobre o organismo humano” e “autoestima e amor próprio”. “Nesse mês tivemos duas apresentações religiosas de denominações diferentes, e agora estamos fechando as atividades do mês com esse evento festivo”, comentou a psicóloga.

Presente no evento, o colaborador do projeto Dilson ‘Mad Max’ Walcares Rodovalho (advogado e ex participante do programa de TV Big Brother Brasil) destacou a importância da iniciativa para o trabalho de reinserção social das internas. Segundo ele – que já falou às reeducandas sobre “o uso substâncias psicoativas e a importância do esporte na vida” – é um trabalho de conscientização humana. “A partir do momento que elas percebem que é dada uma atenção especial, se sentem úteis e são estimuladas a terem um comportamento melhor, um objetivo de vida. É possível perceber ao conversarmos com elas que esse trabalho do projeto Caminhar realmente está sendo positivo”, destacou.

Para a reeducanda Maria Elisa Martins, 57 anos, as ações desenvolvidas pelo projeto ajudam a conscientizar sobre as atitudes da vida e suas consequências. “A gente aprende a enxergar o erro. Eu fui presa traficando e não quero mais fazer isso, a gente não pode ajudar a dar para o filho dos outros o que a gente não quer para o da gente”, disse.

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