A Companhia Independente de Trânsito (Ciptran), em parceria com a Secretaria de Municipal de Meio Ambiente (Semadur), e a Polícia Militar Ambiental (PMA), realizou neste fim de semana uma operação na extensão da Avenida Afonso Pena com o intuito de combater a poluição sonora provocada por veículos e reduzir os índices de infrações e acidente de trânsito relacionados à lei seca. “Ações como esta são fundamentais para que possamos construir uma sociedade mais segura, pois este tipo de operação integra todas as forças de fiscalização e segurança em busca da melhoria da convivência da região”, diz o comandante da Ciptran, tenente-coronel Alírio Villasanti.
Cerca de 20 policiais fizeram parte do efetivo da blitz. A ação resultou em 39 notificações, 14 autos de recolhimento de documentos, remoção nove veículos para o pátio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), além de encaminhamento de três pessoas para delegacia por embriaguez.
A Ciptran informa que de janeiro a junho deste ano a Companhia já autuou 375 pessoas por alcoolemia. “A Ciptran trabalha de forma repressiva e ao mesmo tempo educativa. A intensa fiscalização contribui para os condutores se conscientizarem, pois sabem que se cometerem infrações serão punidos rigorosamente por isso”, enfatiza Vilassanti.
Na operação também foi fiscalizada a questão do som alto dos veículos nos altos da principal avenida da Capital, um tradicional ponto de encontro. Durante a ação a Ciptran contou com o decibelímetro da Semadur, para medir a potência do som dos veículos. Foram autuadas três pessoas, sendo que duas receberam multas que totalizaram R$ 10 mil e tiveram os veículos apreendidos. Já a terceira foi presa por desobediência. Na medição foi constatado que o barulho dos carros atingia quase 80 decibéis.
Os autuados foram multados pela PMA em R$ 5 mil cada um. Eles também foram conduzidos, juntamente com os veículos apreendidos, à delegacia de Polícia Civil de Pronto Atendimento e responderão por crime ambiental e, caso comprovada a poluição sonora poderão pegar pena de um a quatro anos de reclusão.
A Companhia informa que as bltitze continuarão sendo intensificadas nos bairros da Capital, e conta com o apoio da população para denunciar infrações relacionadas à lei do silêncio. As denúncias podem ser feitas por meio do 190 ou direto na sede da própria Companhia (entrada pela Rua Barão do Rio Branco, 2.760, Centro).

