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O prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), ignora a participação de PT e PSDB na disputa pela prefeitura e prevê vitória do deputado federal Edson Giroto (PMDB) em primeiro turno.
O prefeito afirma que os líderes peemedebistas trabalham com essa possibilidade mesmo diante de uma cenário atípico onde o PMDB perdeu dois importantes aliados, o PSDB e o PPS, que têm como pré-candidatos à sua sucessão o deputado federal Reinaldo Azambuja e o vereador Athayde Nery.
Além de PSDB e PPS, os peemedebistas se preparam para enfrentar o PT, seu principal adversário, cujo candidato é o deputado federal Vander Loubet.
Há dias, em entrevista na Capital, o governador André Puccinelli, principal articulador político do PMDB em Mato Grosso do Sul, previu uma disputa acirrada com a possibilidade de um segundo turno.
Cauteloso, o governador, talvez, não queira no momento arriscar um palpite tão otimista até que o processo eleitoral esteja definitivamente encaminhado, até porque a campanha começa para valer a partir de junho quando todos os partidos terão homologadas suas candidaturas aos cargos majoritários e proporcionais.
No entanto, alguns líderes peemedebistas devem ter mudado de opinião após alteração no quadro sucessório municipal a partir da adesão iminente do presidente regional do PDT, ex-deputado federal Dagoberto Nogueira, cotado para ser vice na chapa de Giroto.
Para analistas, a saída do PDT da chapa petista, mesmo não acrescentando muito para o lado do PMDB, deve enfraquecer a campanha de Vander Loubet à prefeitura, mesmo porque os dois grupos políticos têm afinidade político e são aliados históricos em Mato Grosso do Sul.
Além de Nelsinho, o próprio Dagoberto prevê vitória de Giroto em primeiro turno, isso, segundo ele, se o PDT estiver no palanque do PMDB.
Em entrevista na última terça-feira à FM Capital, Dagoberto opinou que só com o apoio de Nelsinho e André Puccinelli o pré-candidato peemedebista chega a 50%.
“É uma coisa muito forte, a pesquisa mostrou essa densidade eleitoral do PMDB aqui e serviu de base para discutir, a nossa condição ainda é muito boa, nós em quase todas as pesquisas quando não somos o segundo, somos o terceiro e muito longe dos demais candidatos. Então, eu acho que se tiver mesmo essa definição dessa união entre o PDT e o PMDB eu tenho a impressão que dificilmente vai dar segundo turno aqui em Campo Grande”, atestou o ex-deputado, durante a entrevista.
Novo cenário
Além das candidaturas quase sacramentadas de PMDB, PT, PSDB e PPS, outras pré-candidaturas foram manifestadas na Capital.
O deputado estadual Alcides Bernal (PP) e o empresário e ex-suplente de senador Antonio João Hugo Rodrigues (PSD) discutem a possibilidade de ir para o confronto por meio de uma aliança.
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