A Caminhada da Paz Pelo Trânsito reuniu nesta quinta-feira (19) pela manhã no Centro da Capital mais de mil pessoas com faixas, camisetas e panfletos, tudo em alusão a um trânsito mais seguro e em apoio à Lei Seca. “Estamos aqui para dizer que aprovamos as mudanças na Lei Seca. A Lei vai punir com mais rigor os motoristas que conduzirem embriagados”, afirmou o comandante da Companhia Independente de Policiamento de Trânsito (Ciptran), tenente-coronel, Alírio Vilasanti.
A passeata teve como realizadores a Ciptran e a Agência Municipal de Trânsito (Agetran) e faz parte da programação do Encontro Nacional de Segurança e Crimes de Trânsito. A principal proposta da caminhada foi atrair a atenção de motoristas e pedestres quanto para a importância da Lei Seca e também da necessidade de se ter prudência no tráfego para redução no número de acidentes e vítimas.
A concentração da caminhada foi realizada na Praça do Rádio Clube em Campo Grande, às 8 horas. Os participantes iniciaram o trajeto pela Rua Padre João Crippa e seguiram pela Avenida Afonso Pena até a Rua 14 de julho. O final da mobilização aconteceu na Rua Barão do Rio Branco, ponto de onde as pessoas retornaram para a Praça do Rádio.
Caminharam pela causa alunos e professores de mais de dez escolas da Capital, além de jovens e educadores de projetos sociais – Projeto Bom de Bola, Bom na Escola e Banda do Instituto Mirim de Campo Grande. Também marcaram presença no local o Corpo de Bombeiros do Estado, Departamento de Trânsito do Estado (Detran/MS), Policia Civil e Militar, Polícia Rodoviária Federal e educadores das Uneis.
Segundo a agente do trânsito do Detran, Esoleide de Souza, o evento vem reforçar aquilo que todo mundo já sabe, mas que alguns fazem questão de negligenciar. “Infelizmente aquilo que não é visto não é lembrado e eventos como este que param o trânsito mexem não só com o tráfego, mas com a consciência também. Não sei o que acontece com as pessoas, elas sabem das normas, mas continuam a desrespeitar. A caminhada é só um passo, mas vem para a reflexão e se todos colaborar a situação pode mudar”, disse ela.
Esoleide aproveita o clima de mobilização para relembrar das ações paralelas que vem acontecendo na Capital. “Tenho uma filha de 16 anos que estuda em um colégio público e ela sempre me conta o que é feito por lá. Inclusive o Detran vem desenvolvendo lá e em outras escolas projetos de educação no trânsito. Temos que dar o exemplo nas ruas também para essa juventude que daqui alguns anos estarão na direção”, contou.
A agente de trânsito ainda ilustra: “Eu mesmo por ser a única em casa que trabalho no Detran acabo sendo a policial de trânsito da família. Em frente de casa já ajudei até motoqueiro enquanto o socorro não chegava. A pessoa muda a conduta quando sofre um acidente, quer dizer, muda quando sobrevive ao acidente. O certo é mudar antes do que pagar pra ver”, argumentou Esoleide.
Outro que também marcou presença na marcha foi o “Dinossauros Triciclo Clube”, um grupo fundado há oito anos por pessoas apaixonadas pela estrada. E quem faz da estrada o seu hobby sabe o quanto é importante a mobilização urbana, como é o caso do comerciante e motoqueiro, Osvaldo Montelo Jardim e de sua esposa, Lúcia Montelo Jardim. “Desde os meus 18 anos que tenho moto. A estrada é minha paixão, mas a gente sabe dos riscos, por isso, que é importante conscientizar aqui na cidade para quando as pessoas pegar as rodovias estejam cautelosas. Quem não respeita a sinalização nos centros repetirá a conduta nas estradas”, expôs Osvaldo.
Os olhares curiosos dos trabalhadores e transeuntes foram outros que passaram pela caminhada. Vez ou outra, pessoas paravam nas calçadas ou deixavam seus afazeres para irem até as portas e janelas dos seus postos de trabalho para observar e saber o que estava sendo feito nas ruas. Na oportunidade da pausa, informativos foram distribuídos aos cidadãos.
E não só em terra se construiu a mobilização, no ar o helicóptero da Polícia Rodoviária Federal foi outro que auxíliou as atividades, ele com sua imponência atraiu e ajudou a chamar a população para a caminhada. Os olhares para o alto eram inevitáveis.
“Fomos felizes na mobilização da sociedade. A participação de segmentos da comunidade é perceptível. É preciso repensar na postura como condutores e pedestres. Os danos à sociedade são imensos, seja na produtividade, nos gastos hospitalares ou na própria família que perde um membro”, falou o comandante da Ciptran, Alírio Vilasanti.
Encontro Nacional de Segurança e Crimes de Trânsito
O Encontro Nacional de Segurança e Crimes de Trânsito acontece em Campo Grande, na semana de 16 a 20 de abril, no Centro de Convenções “Rubens Gil de Camilo”, no Parque dos Poderes. O evento reúne autoridades do assunto e juristas do direito em debates que buscam soluções para os grandes problemas do trânsito.

