O tatu-bola é o menor tatu brasileiro, medindo cerca de 30cm de comprimento, e existe apenas no nosso Brasil. Mas está ameaçado, porque, como não cava bem como os outros tatus, é mais fácil de ser caçado pelo homem.
Para se defender, esse tatu se enrola completamente, formando uma bola, daí o nome popular, o rabo e a cabeça se adaptam como num quebra-cabeça, protegendo o corpo do tatu e impossibilitando o ataque de predadores,menos do homem, porque fica fácil pegar a bola que é o tatu e enfiar num saco.
Por ser ainda muito caçado, o tatu-bola desapareceu em muitos estados brasileiros. Apesar de protegido por lei, esse animalzinho é caçado até dentro de Parques e áreas de conservação.
Para salvar essa espécie, os cientistas estão propondo estudos para criação em cativeiro e principalmente programas de educação ambiental para a população da área onde ainda sobrevive esse tatu. O problema é que esse bicho é vítima justamente do homem do campo, e sem educação, nunca se conseguirá que um caboclo com fome deixe de pegar o tatu para comê-lo, se tiver oportunidade.
Recentemente a Associação Caatinga, instituição voltada à preservação da natureza, lançou o tatu-bola para ser o mascote durante a Copa do Mundo de 2014. A além do seu nome, tatu-“bola” combinar muito com a ocasião, essa espécie é 100% brasileira, não existe em nenhum outro lugar do mundo.
“A escolha do tatu-bola também mostraria ao mundo a nossa rica natureza e o compromisso com a biodiversidade, além de sensibilizar o povo brasileiro para a defesa e a proteção da nossa natureza”, diz membros da Associação, que lideram o movimento.
A Associação solicitou essa semana uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado, para formalizar a Campanha e mobilizar deputados e o secretário da copa no Ceará para a defesa dessa mascote junto a FIFA.
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