Chegando à marca de quatro mil profissionais capacitados de 2007 a 2011 e 40 Conselhos Comunitários de Segurança (CCS) instalados em todo o Estado, a Coordenadoria Estadual de Polícia Comunitária fechou o ano com saldo positivo. A afirmação é do coordenador estadual, tenente-coronel Carlos Santana de Carneiro, durante a divulgação do balanço final das atividades. Neste ano também foram entregues viaturas motorizadas para atender a Patrulha Comunitária das Bases instaladas na Capital, além da realização de eleições para o biênio de 2011/2013 em CCS da Capital e do interior.
De acordo com o coordenador, foram realizadas outras atividades de importância neste ano, como a participação de 12 oficiais da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul no Curso Internacional de Multiplicador de Polícia Comunitária, realizado em São Paulo, nos dias 25 de abril a 6 de maio. “Tivemos também a implantação do Conselho Comunitário de Segurança Indígena em Campo Grande, instituído no mês de abril”, disse Santana. Os Conselhos são grupos de pessoas de uma mesma comunidade que se reúnem para discutir, analisar, planejar e acompanhar a solução de seus problemas de segurança. Hoje são 40 conselhos instituídos no Estado, sendo 16 na Capital.
A Polícia Comunitária trabalha em conjunto com a população e as instituições de segurança pública e defesa social. O objetivo é que todos juntos tenham condições de identificar, priorizar e resolver problemas relativos à criminalidade, para garantir a qualidade de vida do cidadão brasileiro. Os próprios moradores se tornam corresponsáveis pela segurança no local em que residem.
De janeiro a dezembro deste ano, a Coordenadoria capacitou, através do Curso Nacional de Promotor de Polícia Comunitária, 377 agentes da segurança pública e lideranças comunitárias em oito turmas, realizadas nos municípios de Jardim, Três Lagoas, Dourados, Anastácio, Ponta Porã e Campo Grande, que sediou três edições. Nos últimos cinco anos, Mato Grosso do Sul capacitou, por meio do Curso Nacional de Promotor de Polícia Comunitária, cerca de quatro mil pessoas, entre agentes de segurança pública, lideranças comunitárias e sociedade civil.
O curso é desenvolvido por meio da parceria entre o Estado de Mato Grosso do Sul, através da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, e o Ministério da Justiça (MJ), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). “Esse número de promotores auxilia no processo de evolução da filosofia da Polícia Comunitária, são novos projetos que passam a ser criados e desenvolvidos em todo o Estado com a participação destes agentes capacitados”, ressaltou Santana. Também foram formados 42 Policiais Militares e outros 50, nos cursos de Gestão e Operador de Policiamento Comunitário, baseado no Sistema Koban. “Os policiais usam a capacitação para adquirir, estreitar relações e conhecer as boas práticas adotadas pelas unidades. O curso favoreceu o debate sobre ações e projetos realizados nos municípios, possibilitando que as práticas que têm apresentado bons resultados sejam aplicadas em outras localidades”, comentou Santana.
A Coordenadoria implantou também em 2011, na cidade de Campo Grande e no interior, o projeto PM Patrulha Comunitária, com a entrega de 24 motocicletas, adquiridas com recursos do Estado, para os 1°, 9° e 10° Batalhões da PM. No interior, com recursos conveniados, foram 16 motocicletas para as cidades de Corumbá e Nova Andradina, nos 6° e 8° batalhões respectivamente. “Entregamos três Bases Móveis Comunitárias, viaturas do modelo furgão, equipadas com mesas, cadeiras, ar condicionado, notebook, data show, iluminação, toldo de proteção entre outros equipamentos essenciais ao trabalho do policial militar como rádios de comunicação portátil”, explicou.
Estas unidades recebem pessoas que necessitam dos serviços da Polícia Militar, mas principalmente atuam em conjunto com os conselhos comunitários de segurança espalhados por Campo Grande. As unidades móveis também atuam em pontos estratégicos, através do planejamento da Polícia Militar, em eventos como feiras e shows ou mesmo com a solicitação dos próprios conselhos comunitários de segurança.
Já foram ativadas bases comunitárias nos bairros União, Aero Rancho, Nova Lima, Coophavilla, Coophasul, Los Angeles, Jardim Colorado e Parque das Nações Indígenas. No interior do Estado, a Polícia Militar já ativou as bases comunitárias fixas nos municípios de Corumbá, Amambai e Indápolis, distrito de Dourados. “A população está mais próxima e pode contar com o policial militar”, finalizou Santana.
Intercâmbio
No mês de maio, lembrou Santana, o Estado recebeu importante visita técnica da perita japonesa Akemi Shibuya, a fim de conhecer a experiência de implantação do sistema Koban de Polícia Comunitária. O sistema criado pela polícia japonesa é desenvolvido em Mato Grosso do Sul e em outros 12 Estados através de uma parceria das secretarias estaduais, Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e Japan International Cooperation Agency (Jica).
Akemi disse que o Japão tem vários anos de experiência em Polícia Comunitária que dão certo em seu País, por isso vê na possibilidade de enraizar a mesma filosofia no Brasil como uma forma positiva de diminuir problemas na segurança pública.
Na ocasião, o governador André ressaltou a preocupação do governo do Estado em disseminar a filosofia de Polícia Comunitária para que aconteça efetivamente a aproximação entre comunidade e polícia. “Este governo quer investir em Polícia Comunitária e manter esta integração com o povo japonês para que possamos ter um conhecimento recíproco para melhorar cada vez mais o nosso desempenho”, ressaltou o governador.

