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Conferência Estadual do Turismo define marcos legais para o setor gaúcho

por Redacao
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Em um auditório lotado de representantes do trade gaúcho, aconteceu na quarta e quinta-feira, dias 14 e 15, no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre, a 1ª Conferência Estadual do Turismo. O objetivo do encontro, que contou com a presença de algumas lideranças, foi a apresentação e discussão do documento final elaborado a partir das propostas levantadas nas 11 Conferências Regionais do Turismo e nas 5 Conferências Temáticas que ocorreram, de agosto a outubro deste ano, nas regiões Central, Pampa, Grande Porto Alegre, Serra, Vales, Hidrominerais, Missões, Yucumã, Costa Doce, Litoral Norte e Rota das Terras, contando com a presença de 2.500 pessoas, para discutir o Turismo como Oportunidade para o Desenvolvimento do Rio Grande do Sul.

“Queremos constituir marcos legais para o turismo no Rio Grande do Sul, pois nosso trabalho vai muito além de um plano de 4 anos. Queremos estabelecer um plano de Estado, que seja perene e eficiente, independentemente de quem está ocupando o cargo”, afirma a secretária de Turismo, Abgail Pereira. Presente no evento, o governador Tarso Genro confirmou a importância da existência de uma política estruturada e disse que a pasta estava em condições difíceis, pois “a estrutura não estava adequada ao programa de governo consagrado nas urnas”. O líder do governo ressaltou ainda o fato do turismo só funcionar com a intervenção estatal para fazer aflorar os aspectos culturais de uma região. “É para haver uma relação de mercado responsável por atrair investidores. Temos de criar oportunidades para um turismo regional específico, com total aproveitamento das potencialidades”, argumentou. 
 
As ações propostas serão levadas para a Assembleia Legislativa e, depois de aprovadas, irão transformar-se no Plano Diretor do Turismo. A 1ª Conferência Estadual do Turismo pretendeu ainda identificar a relação do setor de turismo com a rede de governança de todas as regiões, possibilitando que elas enxerguem sua potencialidade e as encarem como um negócio. “Temos vocações turísticas, mas que ainda não é qualificado como produto turístico”, reforça a secretária. “Cabe ao poder público promover o estímulo,o que estamos fazendo”, diz ela referindo-se à implementação e reformas dos Centros de Atenção ao Turista; à qualificação de polícia especial, ações de educação para o turismo e a capacitação de gestores regionais.
 
A qualificação da infraestrutura foi apontada como uma das ações prioritárias identificadas nas conferências regionais e temáticas. As propostas das microrregiões incluem a melhoria das rodovias de acesso aos municípios turísticos, a pavimentação de vias de circulação, ampliação da sinalização nos atrativos, atendimento médico de emergência, segurança e áreas especiais de acesso às pessoas portadoras de deficiências. Outras demandas são a construção de aeroportos, melhoria da malha aérea e os espaços já existentes e a mais ofertas, serviços e equipamentos. “Temos lugares lindos no Rio Grande do Sul mas que não oferecem hotéis e restaurantes para receber um grande número de turistas”, afirma Abgail, citando como exemplo a região do Yacumã. 
 
Expectativas
 
Presidente da Embratur, Flávio Dino reforçou na conferência que o Rio Grande do Sul tem condições de impulsionar o seu turismo nos próximos anos. O Estado, segundo ele, está em uma situação privilegiada pois se encaixa nos dois principais critérios de trabalho da Embratur para 2012. O primeiro é o de promoção turística e a relação de megaeventos, caso de Porto Alegre que sediará alguns jogos da Copa do Mundo de 2014. O segundo é a localização geográfica e a forte relação com os países do Mercosul. “Um destino não é feito só de cachoeira e praia. Ele precisa ter uma história, cultura própria e poesia. E isto os gaúchos são poderosos, a imagem em relação a isto é muito boa”, opinou Domingos Leonelli, secretário de Turismo da Bahia e presidente do Fornatur, que em discurso pediu a aprovação da Conta Satélite do Turismo.
 
Presidente da Abav-RS Rita Vasconcelos alertou sobre a mudança dos gestores municipais no ano que vem e a necessidade de dar continuidade aos trabalhos feitos até agora, incluindo a regulamentação e a fiscalização das ações propostas. “È por isto que eu defendo a manutenção de técnicos na pasta, eles devem ser mantidos no cargo independentemente de mudanças de governo”, diz ela. Outra urgência apontada pela representante dos agentes de viagens do Rio Grande do Sul é o investimento em mídia. “Precisamos construir uma imagem do RS”. Rosa Helena Volk, secretária de turismo de Gramado mostra preocupação com a fraca exibição do Estado nas feiras nacionais e em relação aos recursos financeiros dispostos para gerar as mudanças necessárias. 
 
Eixos da nova política estadual de turismo
 
Gestão descentralizada e participativa
Planejamento e avaliação
Desenvolvimento regional
Desenvolvimento social
Promoção da diversidade e acessibilidade
Valorização da tradição e cultura do Rio Grande do Sul
Competitividade, empreendedorismo e inovação
Rio Grande do Sul para gaúchos, brasileiros e para o mundo
Sustentabilidade

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