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Policiais militares ‘invadiram’ hoje o bairro Tiradentes, em Campo Grande, onde estouraram pontos de distribuição de drogas e prenderam várias pessoas envolvidas em tráfico de entorpecentes, roubos e outros tipos de crimes.
Denominada “Pacificação Tiradentes”, a operação é semelhante a desenvolvida no mês de outubro na Vila Nhá-Nhá, também localizada na periferia da Capital, onde várias pessoas acusadas por prática de crimes foram autuadas em flagrante. No local, a polícia permaneceu por cerca de 60 dias. Depois da operação, o crime diminui substancialmente, segundo a PM.
A operação teve início às 5h e cumpriu 16 mandados de busca e apreensão. No total, oito pessoas foram presas, entre as quais, cinco delas em cumprimentos a mandados expedidos pela Justiça e dois homens eram foragidos da Colônia Penal Agrícola (CPA).
A operação foi feita próxima a aldeia urbana Marçal de Souza, onde moram mais de mil índios da etnia Terena.
A estratégia policial visa acabar com a criminalidade na região do Tiradentes, considerado um dos bairros mais violentes da Capital, onde moram 21 mil habitantes. Para isto, a PM deve implantar base de operação permanente no local.
Guardadas as devidas proporções, a operação é semelhante a ocupação de policiais nos morros do Rio de Janeiro, visando a pacificação, como ocorreu recentemente na Favela da Rocinha, onde vários traficantes foram presos e muitas armadas e drogas foram apreendidas.
O Tiradentes foi escolhido para a operação porque estava sendo utilizado como área de ponto de venda de droga e refúgio de muitos traficantes.
As características do bairro favoreciam a ação dos criminosos devido ruas estreitas e casas muito próximas, o que facilita a fuga, conforme atesta o comandante da Polícia Militar, coronel Carlos Alberto David.
A batida policial apreendeu dois quilos de pasta base de cocaína, cinco quilos de maconha e R$ 6,5 mil, além de celulares, chips, computadores, pen-drives e armas de brinquedos, geralmente usadas em roubos.
Uma blitz no local também apreendeu oito veículos, incluindo cinco motos, além de cinco CRLV (Certificados de Registro e Licenciamento de Veículo).

