“Apesar das chuvas no Estado, que estão fortalecendo as pastagens, a engorda do gado para abate ainda vai demorar um pouco. Por isso sugerirmos às autoridades para que facilitem a importação de gado da Bolívia para que os nossos frigoríficos supram o mercado interno e cumpram com seus compromissos com o mercado externo”, explica o sindicalista que pretende encaminhar ofício às autoridades sanitárias e ao próprio Governo de Mato Grosso do Sul e ao Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho.
Para o sindicalista é preciso se antecipar aos possíveis problemas que o Estado e o País podem atravessar em áreas como esta. “Se o Paraguai está com problemas de aftosa, precisamos tomar todos os cuidados necessários para impedir a entrada de animais doentes para o Brasil e, ao mesmo tempo, temos que pensar em nossos compromissos com o mercado interno e externo”, diz Rinaldo que teme novas demissões caso os frigoríficos não cumpram com seus compromissos de exportação.
40 ESTÃO FORA – Outra preocupação do presidente do sindicato de trabalhadores é com o fechamento de 40 dos 90 frigoríficos brasileiros que estavam aptos para comercializar com o mercado externo. “Hoje, no Brasil, somente 50 frigoríficos estão trabalhando a todo vapor. Alguns desses que estão fechados estão em Mato Grosso do Sul. Não podemos permitir que industrias com potencial para empregar e gerar divisas fiquem assim, fechados, às moscas”, diz Rinaldo.
O sindicalista informou que essa é uma preocupação constante também da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins – CNTA Afins, Artur Bueno. “Em Brasília, nossa confederação tem brigado bastante para que esses outros 40 frigoríficos entrem em operação logo. Mesmo que por intermédio de outros proprietários”, ressalta Rinaldo.
