
Fifa teme diminuição de receita com a Lei Geral da Copa (crédito: EFE)
Insatisfeita com pontos da Lei Geral da Copa, a Fifa teria como maior contestação a baixa proteção a seus patrocinadores e a produtos oficiais do evento. De acordo com reportagem do jornal “Folha de S.Paulo”, uma fonte ligada à entidade considera irrisório o valor da multa aplicado no caso do uso irregular de imagens.
Segundo a lei, que deve ser votada até o final do ano, a multa chega a R$ 27,25 mil por dia para marketing indevido ou pirataria. O infrator também poderá sofrer penas de um a três meses, prazo considerado pequeno pela entidade.
A Fifa também teme que a flexibilidade da lei prejudique suas rendas. Na África do Sul, por exemplo, a Fifa recebeu US$ 1,1 bilhão apenas de patrocínios e US$ 71 milhões em licenciamentos. Além disso, por contrato, ela tem o dever de proteger os nomes dos parceiros.
As receitas de televisão correspondem à maior fatia dos ganhos. No último Mundial, a Fifa faturou US$ 2,4 bilhões. Pela Lei da Copa, emissoras brasileiras sem direito poderão veicular até 3% das partidas, após os jogos. A entidade não quer que Europa e Estados Unidos tenham esse mesmo direito, pois o valor dos contratos é maior.
Outro ponto de discordância é a utilização de meia-entrada para idosos durante a Copa. A despesa, no entanto, é normalmente destinada ao COL (Comitê Organizador Local). No Mundial sul-africano, o valor dos ingressos chegou a US$ 300 milhões.
