
A quadrilha, segundo a polícia, cobrava até R$ 2 mil por carteira de habilitação
A Polícia Civil e o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) do Rio realizaram nesta sexta-feira uma operação para reprimir fraudes na obtenção da carteira de motorista no Estado.
Segundo as investigações, pessoas envolvidas no esquema cobravam de R$ 800 a R$ 2 mil para que o candidato fosse aprovado no exame de motorista. Estima-se que 200 pessoas se beneficiavam, por mês, do esquema fraudulento. A chamada Operação Contramão foi desencadeada a partir de informações da Corregedoria do Detran e de investigações da Delegacia de Defraudações da Polícia Civil fluminense.
De acordo com a polícia, as fraudes foram identificadas em todas as fases de obtenção do documento, até mesmo na captação da impressão digital, quando os suspeitos utilizavam moldes de silicone para se passar pelo candidato.
Os policiais fizeram buscas em autoescolas, clínicas médicas e investiga também despachantes. Ao todo, 48 delegacias foram envolvidas na operação. Cerca de 320 pessoas participaramm da operação. A operação foi comandada pelo subchefe operacional da Polícia Civil, Fernando Veloso.
Nesta manhã, segundo a Polícia Civil, 30 pessoas foram presas. Entre os detidos já foram identificadas as seguintes pessoas: Oséias Macedo da Luz, preso na diretoria de habilitação na sede do Detran; Pedro Gama, que é o coordenador de exames do Detran e estava no Lins de Vasconcellos; Ângela Maria de Azevedo do Vale, que atua no Detran de São Gonçalo; Paola de Cássia de Azevedo Rangel, que seria filha de Ângela; e Suellen de Azevedo Rangel e Cássia de Azevedo Rangel.

